terça-feira, 14 de maio de 2013

Do sapato

"No tempo da vida.
Um quarto para nada...
Os doze murmúrios 
De uma badalada.
A noite, soberba,
vestida de estrelas.
Sapato de tango.
Sempre, sempre
A dançar."

[filipa vera jardim]

sábado, 11 de maio de 2013

Do agora

Se ela dança, eu danço.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Do credo


"Não, meu senhor,
eu não quero a verdade.
Quero apenas algo para acreditar
Te digo, na sinceridade,
meu samba é sem respostas
minha dor sem vaidade
e se esconde em qualquer idade
Quero apenas algo para acreditar
Uma frase alugada, melodia de mão-beijada
Alguma coisa que eu não consiga duvidar.

Não, meu senhor,
eu não quero a verdade.
Quero apenas algo para acreditar
De novo alguma coisa que meu coração não consiga duvidar."

[vitor freire]


domingo, 5 de maio de 2013

I aint got nothing but love, baby.. Eight days a week.

sábado, 4 de maio de 2013

A meia verdade é uma mentira inteira.

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Quando se tem muito a dizer, é hora de falar pouco.

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Eu nunca desisto do que ainda não existe.

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Essa não era a vida que ela esperava. Demorou um bom tempo pra perceber que esse foi o problema: ela ficou esperando.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Do calar

"Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto."


[Pablo Neruda]

terça-feira, 30 de abril de 2013

"O acaso é o grão-senhor"


"Eu quis te convencer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade


Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade


Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I am sad
I'll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together


I can forget about myself
Trying to be everybody else
I feel alright that we can go away
And please my day
I'll let you stay with me if you surrender"

sexta-feira, 26 de abril de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Silencio. 

No hay banda.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Do equilíbrio

"Mas duas pessoas não se equilibram muito tempo lado a lado, cada qual com seu silêncio; um dos silêncios acaba sugando o outro, e foi quando me voltei para ela, que de mim não se apercebia. Segui observando seu silêncio, decerto mais profundo que o meu, e de algum modo mais silencioso. E assim permanecemos outra meia hora, ela dentro de si e eu imerso no silêncio dela, tentando ler seus pensamentos depressa, antes que virassem palavras.'' 

[Chico Buarque - Budapeste]

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dont live me high.
Dont live me dry.

Live. Life. Leave.

terça-feira, 16 de abril de 2013

domingo, 14 de abril de 2013

Do não dito

"Tenho andado distraído 
Impaciente e indeciso 
Ainda estou confuso só que agora é diferente 
Tô tão tranquilo e tão contente

Quantas chances desperdicei 
Quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo 
Que eu não precisava provar nada pra ninguem

Me fiz em mil pedaços para você juntar
E queria sempre achar explicação pra o que sentia 
Como um anjo caído fiz questão de esquecer 
Que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira

Mas não sou mais tão criança 
A ponto de saber tudo 

Já não me preocupo se eu não sei por que 
As vezes o que eu vejo quase ninguém vê
Eu sei que você sabe quase sem querer 
Que eu vejo o mesmo que você

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente um dos Deuses mais lindos 
Sei que as vezes uso palavras repetidas
Mas, quais são as palavras que nunca são ditas?"


[Renato Russo/Dado Villa-Lobos - Quase sem querer]

sábado, 13 de abril de 2013

http://poraosombrio.blogspot.com.br/2012/03/do-passaro.html

Da expressão da verdade

"Enquanto a verdade é a plenitude da alma que pode às vezes transbordar na pura insipidez da linguagem, pois nenhum de nós pode jamais expressar a medida exata de suas necessidades ou de seus pensamentos ou de suas tristezas, e a fala humana é como um tambor rachado em que tamborilamos ritmos ásperos para os ursos dançarem, desejaríamos compor uma música que derretesse as estrelas."

[Gustave Flaubert - Madame Bovary]

domingo, 7 de abril de 2013

Dos caminhos

"Se existe um caminho para o Melhor, ele exige uma visão completa do Pior."

[Thomas Hardy]

sábado, 6 de abril de 2013

Do movimento

"Aqueles olhos fundos, quando a cor da retina fica úmida, aquele olhar que não deveria ser descrito, mas aqui estamos nesse erro. 
Ninguém fica melhor depois do sofrimento. 
E toda a bibliografia que melhora a humanidade, talvez a torne menos úmida. 
A gente só continua, se movimenta. 
Vai pra frente, dando vazão ao instinto de progresso que permanece. 
Ou dá voltas, sucumbindo ao ritmo próprio da vida - esse fenômeno da repetição. 
Ou enterra-se, sendo fiel ao inevitável movimento, mas por dentro.
Apertei seu ombro, como quem pressiona o botão REC do gravador mais high-tech que pode existir.

- Eu era legal, mas aí, aconteceu isso."

[Vitor Freire]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Da nascença



"Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras fatigadas de informar. 
Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão tipo água, pedra, sapo. 
Entendo bem o sotaque das águas. 
Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes. 
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância
de ser feliz por isso.
Meu quintal
É maior do que o mundo."

[Manoel de barros]

sábado, 30 de março de 2013

Da porta

"O que sobra é feito um cômodo dentro da gente, cheio de móveis e objetos valiosos, porém trancado. E estamos sempre no corredor, olhando para a porta fechada. Sentimos saudades do que está ali dentro, mas não podemos nem temos como entrar. Como disse um grego que viveu e amou há 2.500 anos: não somos mais aquelas pessoas nem é mais o mesmo aquele rio.
Uma vez vi um filme, não me lembro qual, em que um sujeito declarava: “Se duas pessoas que um dia se amaram não puderem ser amigas, então o mundo é um lugar muito triste”. 
O mundo é um lugar triste, mas não porque ex-amantes não podem ser amigos: sim porque o passado não pode ser recuperado. Eis a verdade banal que descobrimos, frustrados, ao fim de cada encontro: toda memória é um luto pelo que vamos deixando para trás."

[antonio prata - folha de s p - ex]

quinta-feira, 28 de março de 2013

Da prisão

''(E o que mais dói) é viver num corpo que é um sepulcro que nos aprisiona (segundo Platão) do mesmo modo como a concha aprisiona a ostra.'' 

[Frida Kahlo]

quarta-feira, 27 de março de 2013

Do espaço



I will shape myself into your pocket
Invisible
Do what you want
Do what you want


I will shrink and I will disappear
I will slip into the groove and cut me off
And cut me off


There's an empty space inside my heart
Where the weeds take root
And now I'll set you free
I'll set you free


Slowly we unfurl
As lotus flowers
'Cos all I want is the moon upon a stick
Just to see what if
Just to see what is


I can't kick your habit
Just to fill your fast ballooning head
Listen to your heart


We will shrink and we'll be quiet as mice
And while the cat is away
Do what we want
Do what we want


There's an empty space inside my heart
Where the weeds take root
So now I'll set you free
I'll set you free


'Cos all I want is the moon upon a stick
Just to see what if
Just to see what is


The bird lights float into my room
Slowly we unfurl
As lotus flowers
'Cos all I want is the moon upon a stick
I dance around the pit
The darkness is beneath


I can't kick your habit
Just to feed your fast ballooning head
Listen to your 
[Radiohead - Lotus flower]

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ironia do destino

Sim, Pearl Jam.
Sim, Black.
Sim, it´s over.
Sem tequila, sem carta, sem nada. Passando reto.
E o troco ainda virá.
Aguarde...
Thanks, Claudia!

Das cicatrizes


"Não morremos de velhos, morremos das velhas feridas."  

[Ernest Hemingway]

quarta-feira, 20 de março de 2013

Do tempo


"Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."

[Carlos Drummond de Andrade]

terça-feira, 19 de março de 2013

Da lógica

"Nenhuma lógica é capaz de impedir o homem que quer viver."

[Franz Kafka]

sexta-feira, 15 de março de 2013


Do desejo

“Pense no que desejar”, comandava à fantasia, “não precisa ter medo de mim. Pode voar no mais alto céu ou cair no mais fundo abismo, pois, na essência, são a mesma coisa: desejo”.

[Isaac B. Singer, Amor e Exílio: Memórias]

sábado, 9 de março de 2013

Do turbilhão

"Tentou se saciar como um louco, mas pela sede que ficou, percebeu que foi pouco.
Num turbilhão, pensou na línguas que se tocavam, nos pelos na nuca trêmula, na respiração. 
Difícil renúncia. 
O óbvio que se fez de rogado, hoje lateja na carne e na mente insana. 
De solidão, emudeceu, sem explicações. 
Tentando se livrar do martírio das ações, ou da ausência delas, mais uma vez emudeceu diante do momento desregrado. Naquele lugar, nada o pertencia, só um amor inerente. 
Então, pediu que tirassem o seu retrato. Pediu que fizessem um registro das suas formas, do seu rosto inerte e dos raios de felicidade que ainda continham nele.
Queria esse registro. 
Era preciso estancar a luz que ainda tinha em seus olhos, sem maquiagem nem verbos. Congelou o sorriso. E a carne do lábio insistia em tremer. 
Cada vez mais convencido da imagem que via, o intelecto não resolveu a questão. 
Como não sentir o chão se abrir como um pesadelo? Não negava a rejeição, mas também não sucumbia aos olhares alheios, viris, pelejantes.
E, assim, procurou os seus vários eus, ficou nu de vaidade, cheio de flashes. Perdidos como um dia de cão.
Suados, a cada movimento.
Sóbrios, como um velho sentimento. 
E o amor? Vive a morrer… De amor."

[Turbilhão - Tita de Paula]

quarta-feira, 6 de março de 2013

Do fruto maduro

"Tudo nos falta quando estamos em falta conosco mesmos."

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"As flores da vida são aparições fugídias. Quantas delas se estiolam sem deixar vestígios! Quão poucas produzem frutos e ainda assim, desses frutos, quãos poucos chegam à maturidade! E, no entanto, ainda sobram muitos; e, no entanto... ó meu irmão, poderemos nós desprezar os frutos maduros e deixar que apodreçam sem havê-los saboreado?"

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[Os sofrimentos do jovem Werther - Goethe]

domingo, 3 de março de 2013

Do álbum

"Teria gostado de te conhecer
quando tinhas aquele gesto
da fotografia
e ainda faltávamos nós
no álbum.

Sabes,
ter-me-ias enamorado."

[Antonio Silvera]