quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Da fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

[vinicius de moraes - soneto da fidelidade]

Enfim

O dia mais esperado chegou. Meu coração finalmente está vazio!! Aquela sensação de sentimento zero, sabe? Ouvir uma música romântica e não pensar em ninguém!! E estar bem assim!!
Nem acredito!!
Enfim...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Niente da più dolore che il ricordare i momenti felici nell'infelicità"

[Dante Alighieri]
Ho compreso?
Ho perdonato?
Ho dimenticato?

Che equivoco!

Ho solo cessato di amare..


.
.
.

(Ho cessato di amare davvero?)

Do meu carnaval...

Eu estava numa vida de horror
Com a cabeça baixa sem ninguém me dar valor
Eu tava atrás (tchururu) da minha paz (tchururu)

Agora que mudou a situação
Choveu na minha horta vai sobrar na plantação
Deixei pra trás (tchururu), pois tanto faz (tchururu)


Eu quero mais é beijar na boca
Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente... pra sempre

Já me livrei daquela vida tão vulgar
Me vacinei de tudo que podia me pegar
Corri atrás (tchururu)
Quem tenta faz (tchururu)

Eu ando muito a fim de experimentar
Meter o pé na jaca sem ter que me preocupar
Eu quero mais, mais, mais, mais...


Eu quero mais é beijar na boca
Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente... pra sempre

Eu estava numa vida de horror
Com a cabeça doida sem ninguém me dar valor
Andava atrás (tchururu) da minha paz (tchururu)

Agora que mudou a situação
Choveu na minha horta vai sobrar na plantação
Deixei pra trás (tchururu), pois tanto faz (tchururu)


Eu quero mais é beijar na boca
Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente... pra sempre

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Foi um rio que passou em minha vida...

Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração
Tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar...

Porém! Ai porém!
Há um caso diferente
Que marcou num breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de Carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em novo amor
Quando alguém
Que não me lembro anunciou
Portela, Portela
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou...

Ah! Minha Portela!
Quando vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir
Aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Abololô

"Abololô, abolocô
E a saudade vem
Vem pra dizer que no peito
Há vazio há falta de alguém

Abololô, abolocô
E a saudade vem
Vem pra qualquer um qualquer hora
Por alguém que foi pra longe já volta

Foi para não mais voltar
Gente que sente e que chora
Alguém que foi embora"

[marisa monte]

Você

Você, que tanto tempo faz,
Você que eu não conheço mais
Você, que um dia eu amei demais
Você, que ontem me sufocou
De amor e de felicidade
Hoje me sufoca de saudade
Você, que já não diz pra mim
As coisas que eu preciso ouvir
Você, que até hoje eu não esqueci
Você que, eu tento me enganar
Dizendo que tudo passou
Na realidade, aqui em mim
Você ficou
Você que eu não encontro mais
Os beijos que já não lhe dou
Fui tanto pra você
E hoje nada sou


Mas a certeza é única: quem perdeu, foi você...
"Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis." Machado de Assis.
"R. amou-me durante 3 meses e 20 noites de sexo." J.M.N.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mais uma vez

Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei...

Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem...

Tem gente que está
Do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar...

Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia
A gente aprende
Se você quiser alguém
Em quem confiar
Confie em si mesmo...

Quem acredita
Sempre alcança...

Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei...

Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem...

Nunca deixe que lhe digam:
Que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos
Nunca vão dar certo
Ou que você nunca
Vai ser alguém...

Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia
A gente aprende
Se você quiser alguém
Em quem confiar
Confie em si mesmo!...

Quem acredita
Sempre alcança...
Mas pra quê
Tanto sofrimento,
Se nos seus há o lento
Deslizar da noite?

Mas pra quê
Tanto sofrimento,
Se lá fora o vento
É um canto na noite?

Mas pra quê
Tanto sofrimento,
Se agora, ao relento.
Cheira a flor da noite?

Mas pra quê
Tanto sofrimento,
Se o meu pensamento
É livre na noite?

Tema e Voltas, Manuel Bandeira

Não é, de forma alguma, menosprezo pelo sofrimento. Acho inclusive que Bandeira bem escreveu muito o remoendo, mas de nada adiantaria alimentar ainda mais o que já está em você. Sei que é difícil. Sei que dói muito. Sei que parece que jamais passará, que nada será pior que isso. Sei como é sentir que o mundo pode acabar lá fora, que pode acontecer o que for mas aquele aperto no peito parece que vai continuar, junto com um rio de lágrimas que insiste em sair pelas janelas e gritar pra todo mundo que, 'não, não está tudo bem', ainda que tudo que queira fosse fechar todas as saídas da alma e ficar lá no cantinho remoendo os próprios pensamentos sozinha. Sei também que meio mundo já deve ter falado coisas parecidas. Sei que até você deve ter falado algo assim com muita gente, mas que agora parece que nada faz sentido ante a dor que embaralha tudo. Mas garanto que essas coisas passam e que fugir delas não é a melhor solução. Até porque, fugir pra longe de nada adianta quando o principal que te aflige está em você mesmo. Essas coisas acontecem e ainda acontecerão, esteja você de um lado ou de outro. Com o tempo a gente vai aprendendo como (a gente) funciona e (pasme!) mesmo assim na hora H nem sempre parece mais fácil. Mas a vida é assim mesmo e de repente, sem preceber como chegou aquele ponto do caminho, chegamos em algum ponto e uma olhada pra trás mostra que aquilo já ficou la longe e parece muito pequenino perto do presente e da paisagem maravilhosa que se encontra a nossa frente.

domingo, 17 de janeiro de 2010

I don't want to be the bandage if the wound is not mine.

sábado, 16 de janeiro de 2010

back to black

We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to black

[Amy Winehouse]

Do Paco

Ontem fui ao Paco. Depois de 4 meses. Lá é o lugar que mais tenho boas lembranças. Meus insights com a Ari, minha "ficada" caliente com um certo Global ao som de "kiss", meu affair fixo com um certo dermatologista que insistia que o Paco seria o DJ do nosso casamento, vodka com energético (quando ainda não me fazia mal, pelo contrário...). Muito bom! E ter tido minha descarga adrenérgica tão necessária após 4 meses de seca, choro e frustração... Ok, 25 anos, cheio de amigos novinhos, 4º período da segunda faculdade. Não é o homem da minha vida, mas a pegada foi boa e é o que eu precisava. Pra tirar o ranso. Pra me mostrar que apesar das lembranças com outros caras, eu posso sim me divertir lá. E pra ter uma opção tb. Tô na pista e na minha lista agora não tem mais ninguém, o que não é bom. Foi bom sentir o perfume masculino de novo, ouvir coisas bacanas, se sentir bonita, com qualidades (além de tudo médica!). Bons fluidos. Finalmente!! E eu quero mais! Até pq carnaval é em Salvador...
Mas Ari, não tocou rehab... Mas eu tomei uma tequila por nós!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Do ontem

Ei, Luiz? PL? Gustavo? Gugu?

Queria te dizer o quanto me fez bem termos conversado ontem.

É muito mais fácil pra mim saber que no fundo o término foi sim por causa da lud.
Dói bem menos saber que vc ainda pensa em outra (que nunca fui, nem vou ser), do que pensar que a culpa é minha. Que EU fiz algo errado, que EU poderia ter agido de outra maneira, que EU fiz tudo acabar. Que EU fiz vc não me querer.

Dói menos saber que tudo acabou por conta das coisas mal resolvidas no seu coração, do que pensar que vc preferiu ficar sozinho a me ter ao seu lado. (antes só do que mal acompanhado?)

Ainda sofro muito e choro ao pensar em tudo, especialmente aqui sentada na sua mesa, no seu posto, nos prontuários com sua letra, com seu jaleco do lado... Vejo vc em tudo, por isso sinto mais vontade de ir embora, de voltar pra bh, de trocar de carro, de casa, de cidade, de vida, de tudo.

Torço pra sua felicidade.
Torço pra que resolva sua vida com a lud. De verdade.
Torço pra que fiquem juntos ou pra que seu coração se torne livre pra poder amar novamente...

Mas acredite, fico mais enciumada ao pensar em vc com outra, do que com ela. Talvez por conversarmos tanto nos sonhos, viramos brothers, ne? :-)

No momento sinto necessidade de escrever, de colocar pra fora. Te peço paciência pra conseguir expulsar vc de mim. Mas isso vai passar, ok?
Bom, por agora é isso.

Bjos, Ari.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Broken-Hearted Girl

Beyoncé

You're everything I thought you never were
And nothing like I thought you could've been
But still you live inside of me
So tell me how is that
You're the only one I wish I could forget
The only one I'd love to not forgive
And though you break my heart
You're the only one
And though there are times when I hate you
'Cuz I can't erase
The times that you hurt meAnd put tears on my face
And even now when I hate you
It pains me to say
I know I'll be there
At the end of the day
I don't wanna be without you babe
I don't want a broken heart
Don't wanna take a breath without you babe
I don't wanna play that partI know that I love you
But let me just sayI don't wanna love you
In no kinda way, no noI don't want a broken heart
And I don't wanna play the broken-hearted girl
No, no, no broken-hearted girl
I'm no broken-hearted girl
Something that I feel I need to say
Up'til now I've always been afraid
That you would never come around
And still I wanna put this out
You say you got the most respect for me
But sometimes I feel your not deserving of me
And still your in my heart
But you're the only one
And yes, there are times when I hate you
But I don't complain
'Cuz I've been afraid that
You would walk away
Oh but now I don't hate you
I'm happy to say
That I will be there
At the end of the day
I don't wanna be without you babe
I don't want a broken heart
Don't wanna take a breath without you babe
I don't wanna play that partI know that I love you
But let me just sayI don't wanna love you
In no kinda way, no noI don't want a broken heart
And I don't wanna play the broken-hearted girl
No, no, no broken-hearted girl
I'm no broken-hearted girl
Now I'm at a place I thought I'd never be(ooh)
I'm living in a world that all about you and me(yeah)
Ain't gotta be afraid, my broken heart is free
To spread my wings and fly away, away with you
I don't wanna be without you babe
I don't want a broken heart
Don't wanna take a breath without you babe
I don't wanna play that part
I know that I love you
But let me just say
I don't wanna love you
In no kinda way, no no
I don't want a broken heart
I don't wanna play the broken-hearted girl
No, no, no broken-hearted girl
I'm no broken-hearted girl
Broken-hearted girl, no, no
No broken-hearted girl
No broken-hearted girl

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sobre as cruzes...

Sempre carregaremos cruzes. Assim é a vida. Mas temos que saber que algumas são desnecessárias. E por mais que seja difícil nos livrarmos delas, porque elas já foram tão leves, é necessário.
E, acredite em quem passou por isso: é possível abandoná-las. Dói, lateja, não se esquece facilmente. Talvez não se esqueça nunca (é o que eu acredito. Apenas nos lembramos menos.). Mas é, sim, possível viver sem ela...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Definitivamente, errei de Rubão!!!

Amor e outros males
Uma delicada leitora me escreve: não gostou de uma crônica minha de outro dia, sobre dois amantes que se mataram. Pouca gente ou ninguém gostou dessa crônica; paciência. Mas o que a leitora estranha é que o cronista “qualifique o amor, o principal sentimento da humanidade, de coisa tão incômoda”. E diz mais: “Não é possível que o senhor não ame, e que, amando, julgue um sentimento de tal grandeza incômodo”.Não, minha senhora, não amo ninguém; o coração está velho e cansado. Mas a lembrança que tenho de meu último amor, anos atrás, foi exatamente isso que me inspirou esse vulgar adjetivo – “incômodo”. Na época eu usaria talvez adjetivo mais bonito, pois o amor, ainda que infeliz, era grande; mês é uma das tristes coisas desta vida sentir que um grande amor pode deixar apensa uma lembrança mesquinha; daquele ficou apensa esse adjetivo, que a aborreceu.Não sei se vale a pena lhe contar que a minha amada era linda; não, não a descreverei, porque só de revê-la em pensamento alguma coisa dói dentro de mim. Era linda, inteligente, pura e sensível – e não me tinha, nem de longe, amor algum; apenas uma leve amizade, igual a muitas outras e inferior a várias.A história acaba aqui; é, como vê, uma história terrivelmente sem graça, e que eu poderia ter contado em uma só frase. Mas o pior é que não foi curta. Durou, doeu e – perdoe, minha delicada leitora – incomodou. Eu andava pela rua e sua lembrança era uma coisa encostada em minha cara, travesseiro no ar; era uma gravata que em enforcava devagar, suspensa de uma nuvem. A senhora acharia exagero se eu lhe dissesse que aquele amor era uma cruz que eu carregava o dia inteiro e à qual eu dormia pregado; então serei mais modesto e mais prosaico dizendo que era como um mau jeito no pescoço que de vez em quando doía como bursite. Eu já tive um mês de bursite, minha senhora; dói de se dar guinchos, de se ter vontade de saltar pela janela. Pois que venha outra bursite, mas não volte nunca um amor como aquele. Bursite é uma dor burra, que dói, dói mesmo, e vai doendo; a dor do amor tem de repente uma doçura, um instante de sonho que mesmo sabendo que não se tem esperança alguma a gente fica sonhando, como um menino bobo que vai andando distraído e de repente dá uma topada numa pedra. E a angústia lenta de quem parece que está morrendo afogado no ar, e o humilde sentimento de ridículo e de impotência, e o desânimo que às vezes invade o corpo e a alma, e a “vontade de chorar e de morrer”, de que fala o samba?Por favor, minha delicada leitora; se, pelo que escrevo, me tem alguma estima, por favor: me deseje uma boa bursite.
Rubem Braga

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."


[Carlos Drumond de Andrade]