terça-feira, 4 de abril de 2017
terça-feira, 28 de março de 2017
Do maniqueísmo
você ainda é um lugar bom mesmo que tenham pisado em você e naquilo que você construiu. mesmo que sua intimidade tenha sido desmantelada por alguém que não sabia lidar com suas demandas, feridas e vontades de voar.
acontece.
algumas vezes, você estará fadada a pessoas más. o mundo, em sua totalidade, ainda é mau. mas você não.
você ainda é um lugar bom mesmo tendo doado muito amor para alguém que não soube receber tamanho sentimento. sabe, algumas pessoas são vazias e irresponsáveis com o sentir do outro. o problema definitivamente não está em você.
nunca esteve.
você ainda é um lugar bom, mesmo estando esgotada de todas as relações que te sugaram sanidade mental, estado de espírito e paz.
porque você é a sua própria paz.
você ainda consegue caminhar pela cidade e se maravilhar com o tamanho do universo. você ainda consegue emanar luz e amor àqueles que te feriram. você ainda se recusa em devolver na mesma moeda. você agradece a si mesma por não nutrir sentimentos tão ruins assim.
você ainda é um lugar bom mesmo que o mundo arranque toda a sua fé e esperança na maneira como as pessoas se mostram. você se mostrou demais e acabou ferido.
veja só, pessoas grandes demais geralmente escorrem e não voltam nunca.
você nunca mais será a mesma.
seus átomos nunca mais esquecerão a maneira ríspida com que ele te tocava.
as mãos ferindo a pele, demandando elasticidade.
agora, você não precisa se esticar para caber.
ou melhor: se precisar, que seja para si mesmo.
para que sua visão de mundo se expanda e alcance outros caminhos.
para que você esteja confortável dentro das decisões que tomar
das relações em que estiver
das variadas formas de ser e sentir o amor
você vai sentir muito ainda
prepare-se para o grande pulo que é viver.
https://www.facebook.com/textoscrueisdemais/?fref=nf&pnref=story
terça-feira, 7 de março de 2017
quinta-feira, 2 de março de 2017
Da inveja
O valor social de cada um é definido pela inveja que ele consegue suscitar.
À rainha do meu fã-clube, obrigada pela homenagem carnavalesca.
Sei que o sonho da sua vida é ser pelo menos um décimo do que eu sou.
Continue tentando.
O que importa é tentar!
Beijinho no ombro.
À rainha do meu fã-clube, obrigada pela homenagem carnavalesca.
Sei que o sonho da sua vida é ser pelo menos um décimo do que eu sou.
Continue tentando.
O que importa é tentar!
Beijinho no ombro.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Do mergulho
"Tudo o que aconteceu na minha vida me fez ser quem eu sou e eu não trocaria todo o sofrimento que eu tive por não sentir minhas pernas bambearem a primeira vez que eu olhei para ele e no mergulho que eu dei nessa viagem.
Sim, toda paixão é uma viagem para um lugar único.
Hoje eu não sofro mais por isso, apenas me emociono por ter tido a oportunidade de viver um sentimento tão bonito.
Tenho quase 40 anos e sei o quanto é difícil alguém despertar esse sentimento genuíno e que nos tira de nós mesmos.
Então uma paixão vale sempre a pena, mesmo quando parece não valer.
E se ela puder virar amor, melhor ainda.
É como diz o Domingos Oliveira; “a paixão é o Himalaia de Deus”.
E como podemos abrir mão de subir ao topo do mundo?
Quando subimos, uma hora teremos que descer.
Ficar lá em cima, às vezes, é impossível.
Mas, depois de um tempo, entendemos que o importante mesmo é o trajeto."
[Juliana Araripe]
Sim, toda paixão é uma viagem para um lugar único.
Hoje eu não sofro mais por isso, apenas me emociono por ter tido a oportunidade de viver um sentimento tão bonito.
Tenho quase 40 anos e sei o quanto é difícil alguém despertar esse sentimento genuíno e que nos tira de nós mesmos.
Então uma paixão vale sempre a pena, mesmo quando parece não valer.
E se ela puder virar amor, melhor ainda.
É como diz o Domingos Oliveira; “a paixão é o Himalaia de Deus”.
E como podemos abrir mão de subir ao topo do mundo?
Quando subimos, uma hora teremos que descer.
Ficar lá em cima, às vezes, é impossível.
Mas, depois de um tempo, entendemos que o importante mesmo é o trajeto."
[Juliana Araripe]
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Happy Valentines day
"Aquele lugar, o ar.
Primeiro, fiquei sabendo que gostava de Diadorim – de amor mesmo
amor, mal encoberto em amizade.Me a mim, foi de repente, que aquilo se esclareceu: falei comigo.Não tive assombro, não achei ruim, não me reprovei – na hora.Melhor alembro.
O nome de Diadorim, que eu tinha falado, permaneceu emmim. Me abracei com ele.
Mel se sente é todo lambente –“Diadorim, meu amor...” Como era que eu podia dizer aquilo?
E como é que o amor desponta.
Coração cresce de todo lado.
Coração vige feito riacho colominhando por entre serras e varjas, matas e campinas.Coração mistura amores.
Tudo cabe.
E eu – como é que posso explicar ao senhor o poder de amor que eu criei?
Minha vida o diga.
Se amor ?Diadorim tomou conta de mim.
E de repente eu estava gostando dele, num descomum, gostando ainda mais do que antes, com meu coração nos pés, por pisável; e dele o tempo todo eu tinha gostado.
Amor que amei – daí então acreditei.
Um Diadorim só para mim.
Tudo tem seus mistérios.
Eu não sabia.
Mas, com minha mente, eu abraçava com meu corpo aquele Diadorim-que não era de verdade.
Não era?
Diadorim deixou de ser nome, virou sentimento meu.
Aquilo me transformava, me fazia crescer dum modo, que doía e prazia.
Aquela hora, se eu pudesse morrer, não me importava.
Diz-que-direi ao senhor o que nem tanto é sabido: sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando; mas, quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas.
Amor desse, cresce primeiro; brota é depois.
Tudo turbulindo.
Esperei o que vinha dele.
De um aceso, de mim eu sabia: o que compunha minha opinião era que eu, às loucas, gostasse de Diadorim.
No fim de tanta exaltação, meu amor inchou, de empapar todas as folhagens, e eu ambicionando de pegar em Diadorim, carregar Diadorim nos meus braços, beijar, as muitas demais vezes, sempre.
Abracei Diadorim, como as asas de todos os pássaros
Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se agente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, umdescanso na loucura.
Amor é a gente querendo achar o que é da gente. "
[João Guimarães Rosa - Grande Sertão Veredas - trechos]
Primeiro, fiquei sabendo que gostava de Diadorim – de amor mesmo
amor, mal encoberto em amizade.Me a mim, foi de repente, que aquilo se esclareceu: falei comigo.Não tive assombro, não achei ruim, não me reprovei – na hora.Melhor alembro.
O nome de Diadorim, que eu tinha falado, permaneceu emmim. Me abracei com ele.
Mel se sente é todo lambente –“Diadorim, meu amor...” Como era que eu podia dizer aquilo?
E como é que o amor desponta.
Coração cresce de todo lado.
Coração vige feito riacho colominhando por entre serras e varjas, matas e campinas.Coração mistura amores.
Tudo cabe.
E eu – como é que posso explicar ao senhor o poder de amor que eu criei?
Minha vida o diga.
Se amor ?Diadorim tomou conta de mim.
E de repente eu estava gostando dele, num descomum, gostando ainda mais do que antes, com meu coração nos pés, por pisável; e dele o tempo todo eu tinha gostado.
Amor que amei – daí então acreditei.
Um Diadorim só para mim.
Tudo tem seus mistérios.
Eu não sabia.
Mas, com minha mente, eu abraçava com meu corpo aquele Diadorim-que não era de verdade.
Não era?
Diadorim deixou de ser nome, virou sentimento meu.
Aquilo me transformava, me fazia crescer dum modo, que doía e prazia.
Aquela hora, se eu pudesse morrer, não me importava.
Diz-que-direi ao senhor o que nem tanto é sabido: sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando; mas, quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas.
Amor desse, cresce primeiro; brota é depois.
Tudo turbulindo.
Esperei o que vinha dele.
De um aceso, de mim eu sabia: o que compunha minha opinião era que eu, às loucas, gostasse de Diadorim.
No fim de tanta exaltação, meu amor inchou, de empapar todas as folhagens, e eu ambicionando de pegar em Diadorim, carregar Diadorim nos meus braços, beijar, as muitas demais vezes, sempre.
Abracei Diadorim, como as asas de todos os pássaros
Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se agente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, umdescanso na loucura.
Amor é a gente querendo achar o que é da gente. "
[João Guimarães Rosa - Grande Sertão Veredas - trechos]
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Da verdade
De novo você sumiu e deixou a minha saudade sem notícias.
Dessa vez eu cheguei a me pegar pensando que talvez pela primeira vez eu quisesse de fato te esquecer. Pensei que ia ser doído, mas melhor do que continuar a viver aqui, nesse meio do caminho.
Aí a noite cai e as coisas a noite sempre parecem muito piores. Que se foda o que é melhor ou não, só queria te encontrar ou ter notícias tuas de surpresa numa manhã qualquer.
Você roubou tanta coisa.
Tantas músicas, tantos lugares.
Roubou minha memória pra ocupar com lembranças só tuas, e olha que não são muitas. Mas eu fico aqui vivendo em um eterno looping do passado.
Você roubou meu presente. Porque várias vezes é simplesmente impossível estar aqui. Eu to sempre lá.
Imaginando todo o cenário a minha volta modificado caso houvesse sua presença. Até alguém aparecer e me fazer engolir esse outro mundo que não existe.
Eu sei que se algum dia eu saísse na rua e encontrasse alguém que me olhasse do jeito como você me olhou naquele dia então tudo estaria certo de novo. Mas isso nunca mais aconteceu e só o que faço é provar pra mim mesma que ninguém é suficiente. E sei que essa situação também não é.
Não sei como vai ser.
Não sei como eu vou resolver.
Já tentei te escrever, já cruzei um oceano atrás de você, e sempre levando um não. Sempre em vão.
Mas o que me faz voltar pra o momento em que o eu e você se tornou nós sempre é a sensação.
Eu não me lembro de ter me sentido tão bem, tão feliz e principalmente tão confortável com mais ninguém em muito tempo.
A gente só ficava lá, junto, conversando sobre as coisas do mundo, como a gente sempre costumava conversar. Mas tudo o que tava ali era tão suficiente que eu apenas queria que durasse pra sempre.
Dessa vez eu cheguei a me pegar pensando que talvez pela primeira vez eu quisesse de fato te esquecer. Pensei que ia ser doído, mas melhor do que continuar a viver aqui, nesse meio do caminho.
Aí a noite cai e as coisas a noite sempre parecem muito piores. Que se foda o que é melhor ou não, só queria te encontrar ou ter notícias tuas de surpresa numa manhã qualquer.
Você roubou tanta coisa.
Tantas músicas, tantos lugares.
Roubou minha memória pra ocupar com lembranças só tuas, e olha que não são muitas. Mas eu fico aqui vivendo em um eterno looping do passado.
Você roubou meu presente. Porque várias vezes é simplesmente impossível estar aqui. Eu to sempre lá.
Imaginando todo o cenário a minha volta modificado caso houvesse sua presença. Até alguém aparecer e me fazer engolir esse outro mundo que não existe.
Eu sei que se algum dia eu saísse na rua e encontrasse alguém que me olhasse do jeito como você me olhou naquele dia então tudo estaria certo de novo. Mas isso nunca mais aconteceu e só o que faço é provar pra mim mesma que ninguém é suficiente. E sei que essa situação também não é.
Não sei como vai ser.
Não sei como eu vou resolver.
Já tentei te escrever, já cruzei um oceano atrás de você, e sempre levando um não. Sempre em vão.
Mas o que me faz voltar pra o momento em que o eu e você se tornou nós sempre é a sensação.
Eu não me lembro de ter me sentido tão bem, tão feliz e principalmente tão confortável com mais ninguém em muito tempo.
A gente só ficava lá, junto, conversando sobre as coisas do mundo, como a gente sempre costumava conversar. Mas tudo o que tava ali era tão suficiente que eu apenas queria que durasse pra sempre.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Dei sogni 3
"La storia è un pentolone pieno di progetti realizzati da uomini divenuti grandi per avere avuto il coraggio di trasformare i loro sogni in realtà, e la filosofia è il silenzio nel quale questi sogni nascono. Anche se a volte, purtroppo, i sogni di questi uomini erano incubi, soprattutto per chi ne ha fatto le spese. Quando non nascono dal silenzio, i sogni diventano incubi. La storia, insieme alla filosofia, all'arte, alla musica, alla letteratura, è il miglior modo per scoprire chi è l'uomo. Alessandro Magno, Augusto, Dante, Michelangelo... tutti uomini che hanno messo in gioco la loro libertà al meglio e, cambiando se stessi, hanno cambiato la storia. In questa classe magari ci sono il prossimo Dante o Michelangelo... Magari potresti essere tu!
Solo quando l'uomo ha fede in ciò che è al di sopra della sua portata - questo è un sogno - l'umanità fa quei passi in avanti che l'aiutano a credere in se stessa."
[Alessandro D'avenia]
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Força Linda
"Chega um dia que não existe outra alternativa a não ser perdoar todas aquelas pessoas que nunca foram capazes de te pedir perdão. porque perdoar os outros e, acima de tudo, se perdoar, faz uma revolução tão linda dentro da gente. te dá a melhor oportunidade da vida: recomeçar."
[Bianca Albuquerque]
[Bianca Albuquerque]
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Della speranza
"A colui che attende giunge ciò che attendeva, ma
a chi spera capita ciò che non sperava."
[Eraclito]
a chi spera capita ciò che non sperava."
[Eraclito]
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Da semente
"Era uma vez uma história.
Uma história que parecia ser a história da vida toda.
Um daqueles amores que se alongam por muitos, muitos anos alegres. Daqueles nos quais a gente não vê risco, ameaça ou qualquer possibilidade de dar errado. Até que um dia a gente cai do cavalo, perde o rumo, levanta o tapete e, eventualmente, até descobre uma quantidade imensa de mentiras escondidas, que a gente jamais imaginou que pudessem estar nos rondando.
No que acreditar quando somos obrigados a deixar de acreditar num projeto de vida inteiro?
Em quem acreditar quando não podemos acreditar na pessoa em quem confiávamos cegamente?
No que acreditar quando o futuro no qual a gente acreditava torna-se fumaça e começa a se dissipar pelo ar?
Tem gente que não teve uma história dessas, que parecia ser o rumo certo do destino de uma vida. Mas que teve muitas pequenas histórias.
Histórias que pareciam fazer algum sentido, que pareciam ser boas apostas, mas que acabaram por mostrar-se equívocos, desencontros, ilusões ou ciladas.
Tem gente que caminha, caminha e parece sempre chegar em uma rua sem saída.
Na rua sem saída é onde todos nós nos encontramos quando as coisas perdem o sentido.
De um jeito ou de outro, uma hora a gente se cansa de regar aquele vasinho da fé no amor.
O vasinho do encontro esperado e do final feliz, no qual nos fizeram acreditar desde cedo. Chega um momento no qual a gente diz que agora chega.
Que, se chover nele, choveu, mas nós não vamos mais nos responsabilizar por isso.
E, sabe? Essa fase não é má. Costuma até ser nela que aparecem pessoas bacanas, quando a gente deixa de procura-las.
O problema é quando as pessoas resolvem tirar o vasinho da varanda.
Resolvem que parar de regar não foi suficiente e que agora querem, definitivamente, parar de olhar para ele. Decidem então que o lugar dele não é mais na varanda, esperando uma rega esporádica ou uma chuva de verão, mas sim no fundo da garagem, dentro do porão ou, pior, num terreno baldio bem distante. Aí sim, é a descrença batendo na porta.
Era uma vez um amor do tamanho de um bonde.
Era uma vez rompimento e dor.
Era uma vez traição e mentira.
E era uma vez a gente, assistindo as pedras do nosso castelo despencarem uma por uma e vendo a cara do amor transformar-se num rosto desconhecido.
Era uma vez uma história que tinha tudo para colocar nosso vasinho no fundo da garagem.
Mas que sempre terá a varanda como alternativa. E pode ser que chova sem que a gente se dê conta. E que um brotinho apareça enquanto a gente está distraído.
Depois das cabeçadas e das avalanches, costuma aparecer um brotinho.
Frequentemente o melhor brotinho de todos. Bem quando a gente acha que não vai mais acreditar no amor do mesmo jeito.
E, de fato, o amor vira outra coisa, algo mais sólido e menos incondicional.
Vira motivo e não razão.
Vira o melhor complemento de uma existência que basta por si só.
Sorte a minha nunca ter levado o vasinho para a garagem.
Nenhum vasinho deve morar na garagem.
Eles merecem mais do que isso.
Nós merecemos mais do que isso.
Nós merecemos seguir acreditando."
[Ruth Manus]
Uma história que parecia ser a história da vida toda.
Um daqueles amores que se alongam por muitos, muitos anos alegres. Daqueles nos quais a gente não vê risco, ameaça ou qualquer possibilidade de dar errado. Até que um dia a gente cai do cavalo, perde o rumo, levanta o tapete e, eventualmente, até descobre uma quantidade imensa de mentiras escondidas, que a gente jamais imaginou que pudessem estar nos rondando.
No que acreditar quando somos obrigados a deixar de acreditar num projeto de vida inteiro?
Em quem acreditar quando não podemos acreditar na pessoa em quem confiávamos cegamente?
No que acreditar quando o futuro no qual a gente acreditava torna-se fumaça e começa a se dissipar pelo ar?
Tem gente que não teve uma história dessas, que parecia ser o rumo certo do destino de uma vida. Mas que teve muitas pequenas histórias.
Histórias que pareciam fazer algum sentido, que pareciam ser boas apostas, mas que acabaram por mostrar-se equívocos, desencontros, ilusões ou ciladas.
Tem gente que caminha, caminha e parece sempre chegar em uma rua sem saída.
Na rua sem saída é onde todos nós nos encontramos quando as coisas perdem o sentido.
De um jeito ou de outro, uma hora a gente se cansa de regar aquele vasinho da fé no amor.
O vasinho do encontro esperado e do final feliz, no qual nos fizeram acreditar desde cedo. Chega um momento no qual a gente diz que agora chega.
Que, se chover nele, choveu, mas nós não vamos mais nos responsabilizar por isso.
E, sabe? Essa fase não é má. Costuma até ser nela que aparecem pessoas bacanas, quando a gente deixa de procura-las.
O problema é quando as pessoas resolvem tirar o vasinho da varanda.
Resolvem que parar de regar não foi suficiente e que agora querem, definitivamente, parar de olhar para ele. Decidem então que o lugar dele não é mais na varanda, esperando uma rega esporádica ou uma chuva de verão, mas sim no fundo da garagem, dentro do porão ou, pior, num terreno baldio bem distante. Aí sim, é a descrença batendo na porta.
Era uma vez um amor do tamanho de um bonde.
Era uma vez rompimento e dor.
Era uma vez traição e mentira.
E era uma vez a gente, assistindo as pedras do nosso castelo despencarem uma por uma e vendo a cara do amor transformar-se num rosto desconhecido.
Era uma vez uma história que tinha tudo para colocar nosso vasinho no fundo da garagem.
Mas que sempre terá a varanda como alternativa. E pode ser que chova sem que a gente se dê conta. E que um brotinho apareça enquanto a gente está distraído.
Depois das cabeçadas e das avalanches, costuma aparecer um brotinho.
Frequentemente o melhor brotinho de todos. Bem quando a gente acha que não vai mais acreditar no amor do mesmo jeito.
E, de fato, o amor vira outra coisa, algo mais sólido e menos incondicional.
Vira motivo e não razão.
Vira o melhor complemento de uma existência que basta por si só.
Sorte a minha nunca ter levado o vasinho para a garagem.
Nenhum vasinho deve morar na garagem.
Eles merecem mais do que isso.
Nós merecemos mais do que isso.
Nós merecemos seguir acreditando."
[Ruth Manus]
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Da impermanência
"(uma carta aberta aos que sobreviveram até aqui: nada é permanente)
por isso a vida nos concedeu a metáfora das estações do ano. elas se reciclam e a primavera ascende para que aprendamos a, assim como ela, nos deixar cortar. "deixo-me cortar para voltar sempre inteira e serena".
nada é permanente.
quando a dor do fim ameaçar a sua sanidade mental. quando a dor do fim voar no seu pescoço e te propor um diálogo com a loucura. quando a dor do fim jogar no seu rosto todas as dúvidas e incertezas do que virá depois. quando a dor do fim quiser pular em você e te agredir. lembre-se, lembre-se, lembre-se: nada é permanente.
e tudo te diz isso: os dias morrem e renascem. as flores nascem e morrem e nascem de novo. os anos, as semanas, os meses sem perdão, as dívidas, os cortes, a quebra: nada é permanente.
a ferida cicatriza. a angústia vira calma. o abandono transforma a dor em resiliência. as energias se renovam. quem te diz isso é a vida.
nada é permanente. hoje é sábado, o ontem não volta mais. quem você perdeu, quem você amou, todas as suas feridas: tudo muda, se regenera, se transforma.
a vida são ciclos, montanhas, caminhos que percorremos ora gritando, ora dando gargalhadas. faz parte. o ponto é o que você faz com todas as vezes que pensa em desistir. às vezes, desistir de um dia é até necessário. mas de viver não, de viver não.
nada é permanente.
porque assim como as primaveras, as dores se vão quando menos esperamos. quando menos se espera, a ferida cicatrizou, você não enlouqueceu, o sol está lá fora outra vez.
e tem as flores dos jardins da cidade.
e tem os dias que se renovam.
e tem suas células sendo revestidas de amor.
e tem o amanhã. e o depois de manhã. e o ano que vem. e todos os anos, momentos e estações que ainda podem ser incríveis. e que serão incríveis.
nada é permanente."
https://www.facebook.com/textoscrueisdemais/posts/1824857091085395
por isso a vida nos concedeu a metáfora das estações do ano. elas se reciclam e a primavera ascende para que aprendamos a, assim como ela, nos deixar cortar. "deixo-me cortar para voltar sempre inteira e serena".
nada é permanente.
quando a dor do fim ameaçar a sua sanidade mental. quando a dor do fim voar no seu pescoço e te propor um diálogo com a loucura. quando a dor do fim jogar no seu rosto todas as dúvidas e incertezas do que virá depois. quando a dor do fim quiser pular em você e te agredir. lembre-se, lembre-se, lembre-se: nada é permanente.
e tudo te diz isso: os dias morrem e renascem. as flores nascem e morrem e nascem de novo. os anos, as semanas, os meses sem perdão, as dívidas, os cortes, a quebra: nada é permanente.
a ferida cicatriza. a angústia vira calma. o abandono transforma a dor em resiliência. as energias se renovam. quem te diz isso é a vida.
nada é permanente. hoje é sábado, o ontem não volta mais. quem você perdeu, quem você amou, todas as suas feridas: tudo muda, se regenera, se transforma.
a vida são ciclos, montanhas, caminhos que percorremos ora gritando, ora dando gargalhadas. faz parte. o ponto é o que você faz com todas as vezes que pensa em desistir. às vezes, desistir de um dia é até necessário. mas de viver não, de viver não.
nada é permanente.
porque assim como as primaveras, as dores se vão quando menos esperamos. quando menos se espera, a ferida cicatrizou, você não enlouqueceu, o sol está lá fora outra vez.
e tem as flores dos jardins da cidade.
e tem os dias que se renovam.
e tem suas células sendo revestidas de amor.
e tem o amanhã. e o depois de manhã. e o ano que vem. e todos os anos, momentos e estações que ainda podem ser incríveis. e que serão incríveis.
nada é permanente."
https://www.facebook.com/textoscrueisdemais/posts/1824857091085395
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Del tempo
"«Beatrice, dove vuoi andare tu l'estate dopo la maturità?»
Beatrice rimane in silenzio e alza lo sguardo verso l'alto portandosi un dito sul naso e la bocca, come chi cerca una soluzione difficile.
Beatrice rimane in silenzio e alza lo sguardo verso l'alto portandosi un dito sul naso e la bocca, come chi cerca una soluzione difficile.
«Io vorrei andare sulla Luna.»
«Sulla Luna? Un ammasso di polvere bianca senza gravità, immersa nel silenzio più buio che esista...»
«Sì, ma lì sono conservate tutte le cose che si perdono sulla Terra.»
«Di che parli?»
«Non conosci la storia di Astolfo nell'Orlando Furioso? È un cavaliere che va a recuperare il senno di Orlando, impazzito per amore, perché lui possa tornare a combattere.»
«Il tempo?»
«Il tempo che ho sprecato...»
«Sprecato come?»
«Con cose inutili... il tempo che non ho usato per gli altri: quanto di più avrei potuto fare per mia madre, per i miei amici...»
Scuoto la testa e mi immagino come un Leo furioso, che ha perso la testa per amore.
«La studierai. Ma è solo una fantasia...» aggiunge Beatrice quasi triste.
«Cosa andresti a recuperare?»
«Il tempo.»
«Ma hai ancora tutta la vita davanti, Beatrice.»
«Non è vero, Leo, la mia vita ormai è indietro.»
«Non devi dirlo, non lo sai, tu puoi ancora guarire!»
«Leo, l'operazione è andata male.»
Non riesco a immaginare il mondo senza Beatrice.
Non riesco a sopportare il silenzio che ci sarebbe. Tutte le città da visitare sparirebbero immediatamente, bellezze inutili se fossi da solo.
Tutto perderebbe senso, diventerebbe bianco come la Luna.
Solo l'amore dà senso alle cose."
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
«Sulla Luna? Un ammasso di polvere bianca senza gravità, immersa nel silenzio più buio che esista...»
«Sì, ma lì sono conservate tutte le cose che si perdono sulla Terra.»
«Di che parli?»
«Non conosci la storia di Astolfo nell'Orlando Furioso? È un cavaliere che va a recuperare il senno di Orlando, impazzito per amore, perché lui possa tornare a combattere.»
«Il tempo?»
«Il tempo che ho sprecato...»
«Sprecato come?»
«Con cose inutili... il tempo che non ho usato per gli altri: quanto di più avrei potuto fare per mia madre, per i miei amici...»
Scuoto la testa e mi immagino come un Leo furioso, che ha perso la testa per amore.
«La studierai. Ma è solo una fantasia...» aggiunge Beatrice quasi triste.
«Cosa andresti a recuperare?»
«Il tempo.»
«Ma hai ancora tutta la vita davanti, Beatrice.»
«Non è vero, Leo, la mia vita ormai è indietro.»
«Non devi dirlo, non lo sai, tu puoi ancora guarire!»
«Leo, l'operazione è andata male.»
Non riesco a immaginare il mondo senza Beatrice.
Non riesco a sopportare il silenzio che ci sarebbe. Tutte le città da visitare sparirebbero immediatamente, bellezze inutili se fossi da solo.
Tutto perderebbe senso, diventerebbe bianco come la Luna.
Solo l'amore dà senso alle cose."
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Delle ferite
"- Amare è un verbo, non un sostantivo.
Non è
una cosa stabilita una volta per tutte, ma si evolve, cresce, sale, scende, si inabissa, come i fiumi nascosti nel
cuore della terra, che però non interrompono mai la
loro corsa verso il mare.
A volte lasciano la terra secca, ma sotto, nelle cavità oscure, scorrono, poi a volte risalgono e sgorgano, fecondando tutto.
Il cielo sembra la cassa di risonanza di quelle parole dolci, che solo in una serata così non risultano retoriche.
- E allora che devo fare?
Mamma tace per almeno due minuti, poi le sue parole escono dal silenzio come un fiume che dopo tanta fatica arriva al mare:
- Amare lo stesso. Puoi sempre farlo: amare è un'azione.
- Anche quando si tratta di amare chi ti ha ferito?
- Ma questo è normale... Due sono le categorie di persone che ci feriscono, Leo, quelli che ci odiano e quelli che ci amano...
- Non ci hai provato abbastanza. Spesso ci inganniamo, Leo. Pensiamo che l'amore sia in crisi, ma invece è proprio l'amore che ci chiede di crescere... come
la Luna: ne vedi solo uno spicchio, ma la Luna è sempre lì tutta intera, con i suoi oceani e le sue vette, devi
solo aspettare che cresca, che a poco a poco la luce ne
illumini tutta la superficie nascosta... e per questo ci
vuole tempo."
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
A volte lasciano la terra secca, ma sotto, nelle cavità oscure, scorrono, poi a volte risalgono e sgorgano, fecondando tutto.
Il cielo sembra la cassa di risonanza di quelle parole dolci, che solo in una serata così non risultano retoriche.
- E allora che devo fare?
Mamma tace per almeno due minuti, poi le sue parole escono dal silenzio come un fiume che dopo tanta fatica arriva al mare:
- Amare lo stesso. Puoi sempre farlo: amare è un'azione.
- Anche quando si tratta di amare chi ti ha ferito?
- Ma questo è normale... Due sono le categorie di persone che ci feriscono, Leo, quelli che ci odiano e quelli che ci amano...
- Non capisco. Perché chi ci ama dovrebbe ferirci?
- Perché quando c'è di mezzo l'amore le persone
a volte si comportano in modo stupido. Magari sba-
gliano strada, ma comunque ci stanno provando... Ti
devi preoccupare quando chi ti ama non ti ferisce più,
perché vuol dire che ha smesso di provarci o che tu hai
smesso di tenerci...
- E se proprio non riesci ad amare lo stesso?
- E se proprio non riesci ad amare lo stesso?
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
domingo, 8 de janeiro de 2017
Degli occhi chiusi
"Il dolore mi costringe a chiudere le palpebre, a nascondere gli occhi.
Ho sempre pensato che avrei divorato il mondo con i miei occhi, come api si sarebbero posati su tutte le cose per distillarne la bellezza. Ma la malattia mi costringe a chiudere gli occhi: per il dolore, per la stanchezza.
Solo poco a poco ho scoperto che a occhi chiusi vedevo di più, che sotto le palpebre chiuse tutta la bellezza del mondo era visibile, e quella bellezza sei tu, Dio.
Se tu mi fai chiudere gli occhi è perché io stia più attenta, quando li riapro."
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
Ho sempre pensato che avrei divorato il mondo con i miei occhi, come api si sarebbero posati su tutte le cose per distillarne la bellezza. Ma la malattia mi costringe a chiudere gli occhi: per il dolore, per la stanchezza.
Solo poco a poco ho scoperto che a occhi chiusi vedevo di più, che sotto le palpebre chiuse tutta la bellezza del mondo era visibile, e quella bellezza sei tu, Dio.
Se tu mi fai chiudere gli occhi è perché io stia più attenta, quando li riapro."
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
sábado, 7 de janeiro de 2017
Delle lettere
"Caro Leo,
Prendi questa lettera come uno sfogo che sei l'unico che può raccogliere.
Quando ho fissato le tue spalle, quel giorno, qualcosa dentro di me si è spezzato.
Ho capito che io riesco a vedere il mondo solo insieme a te.
I Greci raccontavano che originariamente l'uomo era sferico e che Zeus per punirlo delle sue malefatte lo aveva spaccato a metà.
Le due metà vagano per il mondo e si cercano.
La nostalgia le spinge a cercare ancora e ancora, e quando si trovano quella sfera vuole tornare unita. Questa storia ha del vero, ma non è sufficiente.
Quando le due metà si incontrano di nuovo, hanno vissuto le loro vite fino a quel momento.
Non sono uguali a come si erano lasciate.
I loro lembi non coincidono più. Hanno difetti, debolezze, ferite.
Non basta che si incontrino di nuovo e si riconoscano.
Adesso devono anche scegliersi, perché le due metà non combaciano più perfettamente, ma solo l'amore porta ad accettare gli spigoli che non combaciano e solo l'abbraccio li smussa, anche se fa male.
Quel giorno, Leo, ho scoperto che le nostre metà non combaciano perfettamente e solo un abbraccio può farci combaciare. Senza la tua presenza il mondo si è svuotato. Mi manca tutto di te: la risata, lo sguardo, gli sms, le chiacchierate... Tutte quelle cose insignificanti che valgono tutto per me, perché sono tue.
Ecco: solo questo volevo dirti. Le tue spalle non saranno mai come quelle di nessun altro per me. Quando sei tu a darmi le spalle, è la vita che mi dà le spalle. E se puoi riprendimi con i miei difetti. Abbracciami così. Come io farò con te. Saranno i nostri abbracci a cambiarci. Io ti voglio bene come sei, fallo anche tu. Vorrei che la tua panchina diventasse nostra: due cuori e una panchina. Come vedi mi accontento di poco... "
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
Prendi questa lettera come uno sfogo che sei l'unico che può raccogliere.
Quando ho fissato le tue spalle, quel giorno, qualcosa dentro di me si è spezzato.
Ho capito che io riesco a vedere il mondo solo insieme a te.
I Greci raccontavano che originariamente l'uomo era sferico e che Zeus per punirlo delle sue malefatte lo aveva spaccato a metà.
Le due metà vagano per il mondo e si cercano.
La nostalgia le spinge a cercare ancora e ancora, e quando si trovano quella sfera vuole tornare unita. Questa storia ha del vero, ma non è sufficiente.
Quando le due metà si incontrano di nuovo, hanno vissuto le loro vite fino a quel momento.
Non sono uguali a come si erano lasciate.
I loro lembi non coincidono più. Hanno difetti, debolezze, ferite.
Non basta che si incontrino di nuovo e si riconoscano.
Adesso devono anche scegliersi, perché le due metà non combaciano più perfettamente, ma solo l'amore porta ad accettare gli spigoli che non combaciano e solo l'abbraccio li smussa, anche se fa male.
Quel giorno, Leo, ho scoperto che le nostre metà non combaciano perfettamente e solo un abbraccio può farci combaciare. Senza la tua presenza il mondo si è svuotato. Mi manca tutto di te: la risata, lo sguardo, gli sms, le chiacchierate... Tutte quelle cose insignificanti che valgono tutto per me, perché sono tue.
Ecco: solo questo volevo dirti. Le tue spalle non saranno mai come quelle di nessun altro per me. Quando sei tu a darmi le spalle, è la vita che mi dà le spalle. E se puoi riprendimi con i miei difetti. Abbracciami così. Come io farò con te. Saranno i nostri abbracci a cambiarci. Io ti voglio bene come sei, fallo anche tu. Vorrei che la tua panchina diventasse nostra: due cuori e una panchina. Come vedi mi accontento di poco... "
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Dei sogni 2
"Mi piace avere dei desideri grandi. Un grande sogno. Starmene lì a letto in silenzio a sognare il mio
sogno. Senza fare altro. Passare in rassegna i sogni e
vedere quali mi piacciono. Chissà se lascerò il segno?
Solo i sogni lasciano il segno. Ma come faccio a trovare il mio sogno?
I nostri sogni sono nascosti nelle cose che incontriamo veramente, quelle che amiamo: un luogo, una pagina, un film, un quadro... i sogni ce li prestano i grandi creatori della bellezza.
Una vita senza sogni è un giardino senza fiori, ma una vita di sogni impossibili è un giardino di fiori finti...
I sogni veri si costruiscono con gli ostacoli.
Altrimenti non si trasformano in progetti, ma restano sogni.
La differenza fra un sogno e un progetto è proprio questa: le bastonate, come nella storia di mio nonno. I sogni non sono già, si rivelano a poco a poco, magari in modo diverso da come li avevamo sognati."
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
I nostri sogni sono nascosti nelle cose che incontriamo veramente, quelle che amiamo: un luogo, una pagina, un film, un quadro... i sogni ce li prestano i grandi creatori della bellezza.
Una vita senza sogni è un giardino senza fiori, ma una vita di sogni impossibili è un giardino di fiori finti...
I sogni veri si costruiscono con gli ostacoli.
Altrimenti non si trasformano in progetti, ma restano sogni.
La differenza fra un sogno e un progetto è proprio questa: le bastonate, come nella storia di mio nonno. I sogni non sono già, si rivelano a poco a poco, magari in modo diverso da come li avevamo sognati."
[Alessandro D'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue]
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Dei colore 3
"Beatrice mi interrompe all'improvviso: - Ti brillano gli occhi quando parli di Silvia, come una stella...
Io non posso amare Silvia, io posso e voglio amare solo Beatrice: ed è proprio lei a dirmi che gli occhi mi brillano come le stelle quando parlo di Silvia. Silvia è azzurra, non è rossa. Eppure i miei occhi
brillano nell'azzurro.
È possibile che Silvia per me sia più di un'amica? La domanda mi tormenta come le cicale estive e
non riesco a scacciarla. Provo a dividere la domanda
in due. Silvia mi ama? Io amo Silvia? Eppure è Beatrice ad avermi aperto gli occhi,
è lei che mi ha fatto guardare ciò che non vedevo.
Silvia è casa. Silvia è pace. Silvia è porto. Riuscirò mai a
raggiungerti, Silvia?
.
Fisso l'azzurro degli occhi di Silvia: un mare in cui
far naufragio senza morirne, sul fondo del quale c'è
sempre pace, anche quando la superficie è in tempesta. E mentre questo mare mi culla, sorrido il sorriso
perfetto. Il mio sorriso dice senza parole che quando
cominci a vivere davvero, quando la vita nuota dentro il nostro amore rosso, ogni giorno è il primo, ogni
giorno è l'inizio di una vita nuova."
[Alessandro d'avenia - Bianca come il latte, Rossa come il sangue]
Dei colori 2
"Beatrice è rosso. Come l'amore è rosso. Tempesta. Uragano che ti spazza via. Terremoto che fa crollare il corpo a pezzi. Così mi sento ogni volta che la vedo. Lei ancora non lo sa, ma un giorno di questi glielo dico.Sì, un giorno di questi glielo dico che lei è la persona fatta apposta per me e io per lei. È così, non c'è scampo: quando se ne accorgerà sarà tutto perfetto, come nei film. Devo solo trovare il momento adatto e la pettinatura giusta. Perché credo che sia soprattutto un problema di capelli. Solo se Beatrice me lo chiedesse li taglierei. Ma se poi perdo le forze come quello lì della storia? No, il Pirata non può tagliarsi i capelli. Un leone senza criniera non è un leone. Il mio nome è Leo mica per niente.
-
Silvia è una con cui parli di tutto. Io le voglio un sacco di bene e spesso la abbraccio. Ma lo faccio perché lei è contenta, e anche io. Però non è il mio tipo. Cioè, è una giusta: con lei puoi parlare di tutto e ti sa ascoltare e ti sa dare dei consigli. Però le manca quel tocco in più: la magia, l'incantesimo. Quello che ha Beatrice. Beatrice con uno sguardo ti fa sognare. Beatrice è rossa. Silvia è azzurra, come tutti gli amici veri."
[Alessandro d'avenia - Bianca come il latte, Rossa come il sangue]
Dei sogni
"Mio nonno quel giorno mi spiegò che noi siamo diversi dagli animali, che fanno solo quello che la loro natura comanda.Noi invece siamo liberi.
È il più grande dono che abbiamo ricevuto.
Grazie alla libertà possiamo diventare qualcosa di diverso da quello che siamo.La libertà ci consente di sognare e i sogni sono il sangue della nostra vita, anche se spesso costano un lungo viaggio e qualche bastonata.
"Non rinunciare mai ai tuoi sogni! Non avere paura di sognare, anche se gli altri ti ridono dietro" così mi disse mio nonno, "rinunceresti a essere te stesso".Ancora mi ricordo gli occhi brillanti con cui sottolineò le sue parole."
[Alessandro d'avenia - Bianca come il latte, Rossa come il sangue - pag. 20]
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Dei colore
"Ogni cosa è un colore.
Ogni emozione è un colore.
Il silenzio è bianco. Il bianco infatti è un colore che non sopporto: non ha confini.
Passare una notte in bianco, andare in bianco, alzare bandiera bianca, lasciare il foglio bianco, avere un capello bianco...
Anzi, il bianco non è neanche un colore.
Non è niente, come il silenzio.
Un niente senza parole e senza musica.
In silenzio: in bianco."
Ogni emozione è un colore.
Il silenzio è bianco. Il bianco infatti è un colore che non sopporto: non ha confini.
Passare una notte in bianco, andare in bianco, alzare bandiera bianca, lasciare il foglio bianco, avere un capello bianco...
Anzi, il bianco non è neanche un colore.
Non è niente, come il silenzio.
Un niente senza parole e senza musica.
In silenzio: in bianco."
[Alessandro d'avenia - Bianca come il latte, rossa come il sangue - pag. 9]
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Do que faz sentido
"Não é sobre ter
Todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar
Alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar
Mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida
Que cai sobre nós
É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito
É saber sonhar
E, então, fazer valer a pena cada verso
Daquele poema sobre acreditar
Não é sobre chegar no topo do mundo
E saber que venceu
É sobre escalar e sentir
Que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo
E também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo
Em todas as situações
A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso, eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe
Pra perto de mim
Não é sobre tudo que o seu dinheiro
É capaz de comprar
E sim sobre cada momento
Sorrindo a se compartilhar
Também não é sobre correr
Contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera
A vida já ficou pra trás
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça teus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça teus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir"
[Ana Vilela]
Todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar
Alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar
Mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida
Que cai sobre nós
É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito
É saber sonhar
E, então, fazer valer a pena cada verso
Daquele poema sobre acreditar
Não é sobre chegar no topo do mundo
E saber que venceu
É sobre escalar e sentir
Que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo
E também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo
Em todas as situações
A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso, eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe
Pra perto de mim
Não é sobre tudo que o seu dinheiro
É capaz de comprar
E sim sobre cada momento
Sorrindo a se compartilhar
Também não é sobre correr
Contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera
A vida já ficou pra trás
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça teus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça teus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir"
[Ana Vilela]
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
"Eu achava que não precisava de ninguém, depois de tantos tombos e feridas acho que me fechei para esse tal do amor. Na verdade, depois de tantos fracassos, acho que preciso de alguém que tenha paciência comigo, que entenda as minhas feridas e a parede que criei em meu coração. Alguém que veja os meus bloqueios como algo que possa ser destruído, que não entendesse as minhas grosserias e falta de romantismo como falta de sentimento, mas como medo. Medo de me machucar, de novo.
Eu só preciso de alguém que se preocupe com os meus problemas não a ponto de resolvê-los, mas que se importe com a minha dor. Que ao olhar para o meu passado e a minha história entenda o porquê de tantas barreiras. Eu só preciso de alguém que me abrace bem forte como quem diz: “Eu te protejo”. Alguém que faça dos meus domingos tediosos mais alegres e que torne um filme dublado engraçado e divertido. Alguém que me mande um verso bonito que leu num livro qualquer. Alguém que ao me conhecer enxergue o melhor de mim, sentindo saudade quando eu tiver que partir.
A verdade é que eu almejo por alguém que entenda o meu medo de se apaixonar novamente, mas que faça com que eu me apaixone num piscar de olhos, daqueles sentimentos que quando a gente vê, já foi. Uma companhia boa daquelas que o tempo voa quando a gente está perto. Alguém que adore o fato de ficar deitado comigo, olhando pro céu, para estrelas ou para a parede velha do meu quarto, planejando um futuro mesmo que distante.
Eu só preciso de alguém para compartilhar os meus segredos, contar como foi o meu dia e que não ache os meus sonhos uma bobagem. Como eu queria alguém que se orgulhe de mim, que vibre com as minhas vitórias e que adore brincar com o meu cachorro. Eu só preciso de alguma forma saber que alguém não irá desistir de mim na primeira dificuldade, na primeira briga ou me abandonar no primeiro problema. Eu só preciso de alguém que tropece nesse tal de amor, que esbarre em mim e me abrace como quem diz: “Esse foi o melhor tropeço da minha vida”.
Eu preciso de alguém que faça eu me arriscar e que me dê coragem para tentar o novo. Na realidade, eu só preciso de alguém que me faça entender o porquê de nunca ter dado certo com ninguém antes. Depois de tantas dores e de quase desacreditar do amor, só espero por alguém que ao invés de espinhos, traga flores."
[Thamilly Rozendo]
domingo, 13 de novembro de 2016
Chega de promessas que jamais vão se cumprir.
Chega de fazer força para esquecer.
Chega de lembrar do que faz doer.
Chega de se culpar.
Chega de acumular sofrimentos.
Chega de não conseguir se perdoar.
Chega de procurar sarna para se coçar.
Chega de gostar de quem não dá a mínima para você.
Chega de se esconder da vida.
Chega de falsas amizades.
Chega de gente efusiva.
Chega de quem pensa que você é obrigado a ouvir.
Chega de se boicotoar.
Chega de não pegar a força de vontade pela mão.
Chega de deixar a vida passar por você.
Chega.
Chega de fazer força para esquecer.
Chega de lembrar do que faz doer.
Chega de se culpar.
Chega de acumular sofrimentos.
Chega de não conseguir se perdoar.
Chega de procurar sarna para se coçar.
Chega de gostar de quem não dá a mínima para você.
Chega de se esconder da vida.
Chega de falsas amizades.
Chega de gente efusiva.
Chega de quem pensa que você é obrigado a ouvir.
Chega de se boicotoar.
Chega de não pegar a força de vontade pela mão.
Chega de deixar a vida passar por você.
Chega.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Wasted
Cause nothing here has grownI've wasted all my tearsWasted all those yearsAnd nothing had the chance to be goodNothing ever couldI'll keep holding onI'll keep holding onI'll keep holding onI'll keep holding onThat's all I have todayThat's all I have to say
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
I did all that I could
You got locked in yourself
And I don’t know what to do
There were dreams in my eyes
That now don’t shine through
And I don’t know what to do
There were dreams in my eyes
That now don’t shine through
Is it possibly true that motions
Get lost on you?
Get lost on you?
But you never grow up
You never did see
That their (bitches) worlds coming down
and crashing right upon on me
Was creating a bruise that is almost impossible to heal
(and they knows it, and it was what they always wanted)
You never did see
That their (bitches) worlds coming down
and crashing right upon on me
Was creating a bruise that is almost impossible to heal
(and they knows it, and it was what they always wanted)
And everyone knows
That if after all this time
you never tried or attacked
you'll never go back
That if after all this time
you never tried or attacked
you'll never go back
Cause you never did see
That all I ever wanted was
To see you happy
with or without me
That all I ever wanted was
To see you happy
with or without me
And I see now what makes you happy, and definitely doesnt include me.
So forget me
I’ll forget you later
Even not being what my hearts wants to
It's all I can do now
I’ll forget you later
Even not being what my hearts wants to
It's all I can do now
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Do mundo
No primeiro mês pensei em me matar.
No segundo, em virar freira.
No terceiro, em beber até cair.
No quarto, pensei em escrever uma carta para ele. (Email enviado)
No quinto, comecei a pensar na Europa e no sexto comecei a sonhar com novas viagens por outros cantos do mundo.
Em seis dias Deus fez o mundo e em seis meses eu refiz o meu.
[Machado de Assis - modificado]
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