"Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama
Por onde andei
Enquanto você me procurava
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava..."
[Nando Reis]
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Do dia 02/02/11
"..dois sonhos que se encontram e que, cúmplices, escapam para sempre da realidade. Assim, existem casais que vivem lado a lado sem cessar de se inventar e que permanecem fiéis a essa obra de arte, apesar de todas as armadilhas do “como as coisas realmente são"...
[Romain Gary]
[Romain Gary]
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Das memórias
"Desconfio do modo como colorimos as memórias. Cada um de nós tem sua própria caixa barata de tintas e seus tons favoritos."
[Julian Barnes]
[Julian Barnes]
domingo, 30 de janeiro de 2011
Do fogo
Na composição da estrutura humana há uma grande dose de material inflamável, embora possa ficar dormente por algum tempo, e quando o archote é colocado nele, o que estiver dentro de você explode em fogo.
[George Washington, 1795]
[George Washington, 1795]
Ele insistia. Era teimoso, não se contentava com o eu-te-amo. Insistia, insistia.
— Diga que é para sempre.
Ela, querendo ser totalmente sincera, respondia:
— Para sempre… não, não posso dizer.
Engraçado que, lá no fundo, sabia que era para sempre, mas desconfiava de promessas que não pudessem ser cumpridas por culpa da vida. Era como prometer que não se iria morrer.
— Por que você não diz, hem Maria? Você não me ama de verdade?
— E como, João! Amo a você até mais do que a mim mesma, mas a vida…
— Pois eu digo sem medo: amo você para sempre, sempre, sempre…
Maria ria entre feliz e sem graça. E entregava-se a esse amor que fazia cada minuto parecer o sempre.
Um dia João chega muito solene e pede-lhe:
— Maria, mesmo que não seja, diga pra mim que é pra sempre, tá? Quero ouvir “para sempre”.
E Maria passou a dizer o advérbio. A princípio tímida; depois categoricamente.
— Eu te amo, João.
— Muito?
— Muito — respondia ela.
— Para sempre?
— Para sempre — confirmava.
O tempo passava. O amor de Maria por João aumentava. Agora o sempre era uma certeza e a vida só delícias, para todo o sempre.
— Pra sempre te amarei, João.
— Sei disso, Maria. Nós dois somos para sempre.
— É, João, pra sempre.
Maria não tinha dúvidas quanto a João. E muito menos quanto a si mesma.
Eternamente para sempre… para sempre eternamente.
E a felicidade vivia com ela e tão plena estava que nem percebia João fazer-se um talvez. Esquivo hoje, amanhã — e ela não via ou não queria ver. Até que…
— Maria, vou-me embora.
— Por que, uai!
— Não te amo mais, Maria.
— Não?!
— Não.
— Assim, João?
— É.
— Mas não podemos… não posso fazer alguma coisa? Me dá um tempo, João.
— Não, não posso.
— Mas, João!
— Não volto mais, Maria. E é para sempre.
O texto acima foi extraído do livro “Porção de Tintas“, de Márcia Carrano, FUNALFA Edições, Juiz de Fora (MG), 2003, pág. 101.
— Diga que é para sempre.
Ela, querendo ser totalmente sincera, respondia:
— Para sempre… não, não posso dizer.
Engraçado que, lá no fundo, sabia que era para sempre, mas desconfiava de promessas que não pudessem ser cumpridas por culpa da vida. Era como prometer que não se iria morrer.
— Por que você não diz, hem Maria? Você não me ama de verdade?
— E como, João! Amo a você até mais do que a mim mesma, mas a vida…
— Pois eu digo sem medo: amo você para sempre, sempre, sempre…
Maria ria entre feliz e sem graça. E entregava-se a esse amor que fazia cada minuto parecer o sempre.
Um dia João chega muito solene e pede-lhe:
— Maria, mesmo que não seja, diga pra mim que é pra sempre, tá? Quero ouvir “para sempre”.
E Maria passou a dizer o advérbio. A princípio tímida; depois categoricamente.
— Eu te amo, João.
— Muito?
— Muito — respondia ela.
— Para sempre?
— Para sempre — confirmava.
O tempo passava. O amor de Maria por João aumentava. Agora o sempre era uma certeza e a vida só delícias, para todo o sempre.
— Pra sempre te amarei, João.
— Sei disso, Maria. Nós dois somos para sempre.
— É, João, pra sempre.
Maria não tinha dúvidas quanto a João. E muito menos quanto a si mesma.
Eternamente para sempre… para sempre eternamente.
E a felicidade vivia com ela e tão plena estava que nem percebia João fazer-se um talvez. Esquivo hoje, amanhã — e ela não via ou não queria ver. Até que…
— Maria, vou-me embora.
— Por que, uai!
— Não te amo mais, Maria.
— Não?!
— Não.
— Assim, João?
— É.
— Mas não podemos… não posso fazer alguma coisa? Me dá um tempo, João.
— Não, não posso.
— Mas, João!
— Não volto mais, Maria. E é para sempre.
O texto acima foi extraído do livro “Porção de Tintas“, de Márcia Carrano, FUNALFA Edições, Juiz de Fora (MG), 2003, pág. 101.
sábado, 29 de janeiro de 2011
One more time
"Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca."
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Da noite
Quando estão fora de sincronia, as ondas se anulam, cancelando uma à outra; quando estão em sincronia, elas se ampliam.
[Daniel Goleman]
.
"Um dos maiores inconvenientes do amor é que nos faz, pelo menos durante algum tempo, correr o risco de sermos realmente felizes."
[Alain de Botton - Ensaios de Amor]
[Daniel Goleman]
.
"Um dos maiores inconvenientes do amor é que nos faz, pelo menos durante algum tempo, correr o risco de sermos realmente felizes."
[Alain de Botton - Ensaios de Amor]
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Da tristeza
Sim, estou triste.
Sinto-me fracassada. De nada adiantam as palavras de conforto: "você já conquistou tanta coisa", "olhe o quão privilegiada você é", "poderia ser pior". Nada disso me faz sentir melhor.
Estou triste. Vou respeitar esse sentimento da mesma forma que respeito a alegria. Vou viver essa tristeza até o fim. Vou me questionar sempre.
Essa sou eu.
Na versão triste, mas sou eu.
E pnc da dermato!!!!
Sinto-me fracassada. De nada adiantam as palavras de conforto: "você já conquistou tanta coisa", "olhe o quão privilegiada você é", "poderia ser pior". Nada disso me faz sentir melhor.
Estou triste. Vou respeitar esse sentimento da mesma forma que respeito a alegria. Vou viver essa tristeza até o fim. Vou me questionar sempre.
Essa sou eu.
Na versão triste, mas sou eu.
E pnc da dermato!!!!
domingo, 23 de janeiro de 2011
Da insegurança
não importa o que as pessoas não sabem, importa o que só você poderia saber.
A verdade é um mistério nascido nas lutas solitárias.
A verdade é um mistério nascido nas lutas solitárias.
domingo, 16 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Da minha vez
"Asfixia. Esta espera, este temer que acabe o que não pode acabar".
[Casimiro de Brito]
[Casimiro de Brito]
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Do ontem, de um não-hoje e de um possível (ou não) amanhã
"O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mentir e me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os tremores me vêm agitar
E todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo"
Chico.
E eu.
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mentir e me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os tremores me vêm agitar
E todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo"
Chico.
E eu.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
sobre você...
"Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim"
Herbert Vianna
Porque certas pessoas simplesmente devem ficar aonde estão...
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim"
Herbert Vianna
Porque certas pessoas simplesmente devem ficar aonde estão...
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Paperback writer
O que não é escrito desaparece.
Ou nem mesmo isso: o que não é escrito não existe.
Michel Schneider, “Mortes Imaginárias”
Ou nem mesmo isso: o que não é escrito não existe.
Michel Schneider, “Mortes Imaginárias”
sábado, 23 de outubro de 2010
Das provas...
"Para todas as grandes coisas
exigem-se lutas penosas
e um preço muito alto.
A única derrota da vida
é a fuga diante das dificuldades."
exigem-se lutas penosas
e um preço muito alto.
A única derrota da vida
é a fuga diante das dificuldades."
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Da prova
"As coisas não caem do céu. É preciso ir buscá-las. Voar alto. Mergulhar fundo. Muitas vezes será preciso voltar ao ponto de partida e recomeçar tudo outra vez. As coisas não caem do céu. Mas quando, após haverem empenhado cérebro, nervos, coração, chegarem ao resultado buscado, saboreiem a vitória merecida gota a gota, sem se esquecer, no entanto, que ninguém é bom demais, que ninguém é bom sozinho e que no fundo no fundo, por paradoxal que pareça, as coisas caem mesmo é do céu. E é preciso agradecer”.
sábado, 9 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Tudo passa...
Tudo passa – sofrimento, dor, sangue, fome, peste.
A espada também passará, mas as estrelas ainda permanecerão quando as sombras de nossa presença e de nossos feitos se tiverem desvanecido da Terra.
Não há homem que não saiba disso. Por que então não voltamos nossos olhos para as estrelas? Por quê?
Mikhail Bulgakov, The White Guard (O exército branco)
A espada também passará, mas as estrelas ainda permanecerão quando as sombras de nossa presença e de nossos feitos se tiverem desvanecido da Terra.
Não há homem que não saiba disso. Por que então não voltamos nossos olhos para as estrelas? Por quê?
Mikhail Bulgakov, The White Guard (O exército branco)
Do fim
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
[Cecília Meireles]
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
[Cecília Meireles]
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Mais que a mim
[Ana Carolina e Chiara Civelo]
Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão
Eu chorei sem disfarçar
Quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.
Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.
Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão
Eu chorei sem disfarçar
quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.
Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.
É, mais que a mim.
Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão
Eu chorei sem disfarçar
Quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.
Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.
Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão
Eu chorei sem disfarçar
quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.
Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.
É, mais que a mim.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Da compreensão
"A compreensão correta de uma coisa e a má compreensão dessa mesma coisa não se excluem completamente."
[Kafka]
[Kafka]
terça-feira, 29 de junho de 2010
Carta a um você que eu não conheci
Querido,
Ainda lembro do primeiro dia em que não nos conhecemos. Você nunca estava, como sempre, representando seu papel de supremo dono do conhecimento que não dá a mínima para o próprio, quando na verdade, nós dois (ou pelo menos eu acho que) sabemos que é uma das coisas que você mais faz e bem nessa vida cheia de choro.
Não falei, não falaste, e diante da ausência da minha reclamação, não me olhaste, e nós dois então não pudemos perceber que nada havia por acontecer. Nada se construia naquele segundo singular em que não nos conhecemos.
Depois não nos encontramos mais. Uma vez mais ainda nem me vistes. Não chegastes a saber das idas sem voltas que cercavam a minha vida naquele momento, talvez por isso mesmo, nem me olhastes. Não falei, não falastes, nenhum sentimento foi construíndo-se em feto naquele momento, mais uma vez "segundo-singular".
Todos os momentos "segundo-singulares" que não chegaram a se seguir, ainda agora não os tenho em minha memória. Em nenhum dia me disseste "Atenciosa" e eu, nunca saberia que não mais o ouviria...
Nunca soubemos das coisas que não faríamos. E muitas, NUNCA fizemos...
Mas em nenhum dia nos encontraremos, não nesta vida, não na outra, mas as lembranças que não ficaram na memória, não precisam ser esquecidas. Quem sabe nunca as veremos repetidas?
Saudosas lembranças.
[Samantha Ipsum]
Ainda lembro do primeiro dia em que não nos conhecemos. Você nunca estava, como sempre, representando seu papel de supremo dono do conhecimento que não dá a mínima para o próprio, quando na verdade, nós dois (ou pelo menos eu acho que) sabemos que é uma das coisas que você mais faz e bem nessa vida cheia de choro.
Não falei, não falaste, e diante da ausência da minha reclamação, não me olhaste, e nós dois então não pudemos perceber que nada havia por acontecer. Nada se construia naquele segundo singular em que não nos conhecemos.
Depois não nos encontramos mais. Uma vez mais ainda nem me vistes. Não chegastes a saber das idas sem voltas que cercavam a minha vida naquele momento, talvez por isso mesmo, nem me olhastes. Não falei, não falastes, nenhum sentimento foi construíndo-se em feto naquele momento, mais uma vez "segundo-singular".
Todos os momentos "segundo-singulares" que não chegaram a se seguir, ainda agora não os tenho em minha memória. Em nenhum dia me disseste "Atenciosa" e eu, nunca saberia que não mais o ouviria...
Nunca soubemos das coisas que não faríamos. E muitas, NUNCA fizemos...
Mas em nenhum dia nos encontraremos, não nesta vida, não na outra, mas as lembranças que não ficaram na memória, não precisam ser esquecidas. Quem sabe nunca as veremos repetidas?
Saudosas lembranças.
[Samantha Ipsum]
domingo, 27 de junho de 2010
Do adeus do hoje
"depois que um corpo comporta outro corpo
nenhum coração suporta o pouco."
[Alice Ruiz]
Depois que se conhecesse alguém especial, é difícil se contentar com os iguais.
Há alguns anos, mais ou menos uns 4, eu não me sentia tão encantada por alguém como me pego hoje.
Magro. Moreno. Alto. Bonito. E sensual. (E com o nariz grande pontudo que adoooooro.)
Inteligente. Sensível. Altruísta. Educado. Gente boa. Humilde. Companheiro. Paciente. Engraçado. Corredor. Dançarino. Tocador de violão.
Bom filho. Bom irmão. Bom amigo.
Que mais eu queria da vida?
Solteiro.
: )
Hoje nos despedimos com a promessa de que não seria a última vez que iríamos nos ver. Assim espero... E mesmo que isso não ocorra de fato nessa vida, só tenho a desejar tudo de muito bom a uma pessoa tão doce e encantadora.
nenhum coração suporta o pouco."
[Alice Ruiz]
Depois que se conhecesse alguém especial, é difícil se contentar com os iguais.
Há alguns anos, mais ou menos uns 4, eu não me sentia tão encantada por alguém como me pego hoje.
Magro. Moreno. Alto. Bonito. E sensual. (E com o nariz grande pontudo que adoooooro.)
Inteligente. Sensível. Altruísta. Educado. Gente boa. Humilde. Companheiro. Paciente. Engraçado. Corredor. Dançarino. Tocador de violão.
Bom filho. Bom irmão. Bom amigo.
Que mais eu queria da vida?
Solteiro.
: )
Hoje nos despedimos com a promessa de que não seria a última vez que iríamos nos ver. Assim espero... E mesmo que isso não ocorra de fato nessa vida, só tenho a desejar tudo de muito bom a uma pessoa tão doce e encantadora.
sábado, 26 de junho de 2010
Das pessoas
Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós.
Umas pq nos dedicaram um carinho enorme, outras pq foram o objeto do nosso amor, ainda outras por terem nos magoado profundamente, e há algumas que deixam marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa...
Umas pq nos dedicaram um carinho enorme, outras pq foram o objeto do nosso amor, ainda outras por terem nos magoado profundamente, e há algumas que deixam marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa...
domingo, 20 de junho de 2010
Saramago
"Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida."
.
"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."
[José Saramago]
.
"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."
[José Saramago]
segunda-feira, 12 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Confesso
Confesso, acordei achando tudo indiferente
Verdade, acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas
Mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego,
Eu não te deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade
Mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo
Ou não volte mais
Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade
Mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo
Ou não volte mais
Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais
[Ana Carolina]
Verdade, acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas
Mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego,
Eu não te deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade
Mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo
Ou não volte mais
Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade
Mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo
Ou não volte mais
Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais
[Ana Carolina]
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