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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Do ontem

Ei, Luiz? PL? Gustavo? Gugu?

Queria te dizer o quanto me fez bem termos conversado ontem.

É muito mais fácil pra mim saber que no fundo o término foi sim por causa da lud.
Dói bem menos saber que vc ainda pensa em outra (que nunca fui, nem vou ser), do que pensar que a culpa é minha. Que EU fiz algo errado, que EU poderia ter agido de outra maneira, que EU fiz tudo acabar. Que EU fiz vc não me querer.

Dói menos saber que tudo acabou por conta das coisas mal resolvidas no seu coração, do que pensar que vc preferiu ficar sozinho a me ter ao seu lado. (antes só do que mal acompanhado?)

Ainda sofro muito e choro ao pensar em tudo, especialmente aqui sentada na sua mesa, no seu posto, nos prontuários com sua letra, com seu jaleco do lado... Vejo vc em tudo, por isso sinto mais vontade de ir embora, de voltar pra bh, de trocar de carro, de casa, de cidade, de vida, de tudo.

Torço pra sua felicidade.
Torço pra que resolva sua vida com a lud. De verdade.
Torço pra que fiquem juntos ou pra que seu coração se torne livre pra poder amar novamente...

Mas acredite, fico mais enciumada ao pensar em vc com outra, do que com ela. Talvez por conversarmos tanto nos sonhos, viramos brothers, ne? :-)

No momento sinto necessidade de escrever, de colocar pra fora. Te peço paciência pra conseguir expulsar vc de mim. Mas isso vai passar, ok?
Bom, por agora é isso.

Bjos, Ari.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sobre as cruzes...

Sempre carregaremos cruzes. Assim é a vida. Mas temos que saber que algumas são desnecessárias. E por mais que seja difícil nos livrarmos delas, porque elas já foram tão leves, é necessário.
E, acredite em quem passou por isso: é possível abandoná-las. Dói, lateja, não se esquece facilmente. Talvez não se esqueça nunca (é o que eu acredito. Apenas nos lembramos menos.). Mas é, sim, possível viver sem ela...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Definitivamente, errei de Rubão!!!

Amor e outros males
Uma delicada leitora me escreve: não gostou de uma crônica minha de outro dia, sobre dois amantes que se mataram. Pouca gente ou ninguém gostou dessa crônica; paciência. Mas o que a leitora estranha é que o cronista “qualifique o amor, o principal sentimento da humanidade, de coisa tão incômoda”. E diz mais: “Não é possível que o senhor não ame, e que, amando, julgue um sentimento de tal grandeza incômodo”.Não, minha senhora, não amo ninguém; o coração está velho e cansado. Mas a lembrança que tenho de meu último amor, anos atrás, foi exatamente isso que me inspirou esse vulgar adjetivo – “incômodo”. Na época eu usaria talvez adjetivo mais bonito, pois o amor, ainda que infeliz, era grande; mês é uma das tristes coisas desta vida sentir que um grande amor pode deixar apensa uma lembrança mesquinha; daquele ficou apensa esse adjetivo, que a aborreceu.Não sei se vale a pena lhe contar que a minha amada era linda; não, não a descreverei, porque só de revê-la em pensamento alguma coisa dói dentro de mim. Era linda, inteligente, pura e sensível – e não me tinha, nem de longe, amor algum; apenas uma leve amizade, igual a muitas outras e inferior a várias.A história acaba aqui; é, como vê, uma história terrivelmente sem graça, e que eu poderia ter contado em uma só frase. Mas o pior é que não foi curta. Durou, doeu e – perdoe, minha delicada leitora – incomodou. Eu andava pela rua e sua lembrança era uma coisa encostada em minha cara, travesseiro no ar; era uma gravata que em enforcava devagar, suspensa de uma nuvem. A senhora acharia exagero se eu lhe dissesse que aquele amor era uma cruz que eu carregava o dia inteiro e à qual eu dormia pregado; então serei mais modesto e mais prosaico dizendo que era como um mau jeito no pescoço que de vez em quando doía como bursite. Eu já tive um mês de bursite, minha senhora; dói de se dar guinchos, de se ter vontade de saltar pela janela. Pois que venha outra bursite, mas não volte nunca um amor como aquele. Bursite é uma dor burra, que dói, dói mesmo, e vai doendo; a dor do amor tem de repente uma doçura, um instante de sonho que mesmo sabendo que não se tem esperança alguma a gente fica sonhando, como um menino bobo que vai andando distraído e de repente dá uma topada numa pedra. E a angústia lenta de quem parece que está morrendo afogado no ar, e o humilde sentimento de ridículo e de impotência, e o desânimo que às vezes invade o corpo e a alma, e a “vontade de chorar e de morrer”, de que fala o samba?Por favor, minha delicada leitora; se, pelo que escrevo, me tem alguma estima, por favor: me deseje uma boa bursite.
Rubem Braga

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Da dor

Dor. Dolor. Dolore. Douleur. Schmerz. Pijn. Pain.

Pela dor que os pacientes chegam clamando diariamente.
Pela dor da alma, a mais difícil de ser curada e cuja a cura é a mais desejada.
Pela dor epigástrica mais do que insuportável que estou sentindo e que nem Mylanta, nem pantoprazol, nem um potão de açaí, nem a minha atual posição fetal estão conseguindo dar um jeito.

(Se a causa dessa maldita for uma úlcera e eu morrer de peritonite, volto pra puxar o pé de todo mundo à noite!)