Bom, já te escrevi sobre isso, mas não custa repetir já que você esquece rápido.
No dia em que te conheci eu senti uma coisa, um sentimento de sintonia, uma sensação de reconhecimento, ainda que estivéssemos cada um voltado para as suas histórias passadas e sua dor recente. Mas eu te reconheci. Talvez estivessemos vibrando na mesma sintonia exatamente pelas feridas.
Você ainda tava na Crise, e eu ainda num Alô...
Mas já houve nesse momento pra mim uma luz na escuridão. Alguma outra pessoa no mundo conseguia me despertar alguma coisa, e isso era bom.
Desse último encontro, eu percebi que já não tinha volta. A química. A intimidade dos corpos. O calor. Agora você era o terceiro, e isso era sem volta. Pelo menos, quando eu estiver morrendo e ver passar uma história da minha vida na minha cabeça, você vai estar nela ainda que não queira estar.
Se é amor, se é paixonite, se é sonho, ou se é só viagem errada, eu ainda não sei.
Só sei que me faz sentir.
Esse sentimento só foi se concretizando à cada vez que encontramos ou que trocávamos algumas ideias, e a vontade de fazer isso crescer e ir crescendo era cada vez maior. O que eu não percebia, ou não queria perceber é que essa sementinha só crescia dentro de mim. Que no seu jardim existiam outras flores e outros amores.
Aí veio a preguiça.
Aí veio a distância.
Aí vieram os silêncios.
Aí vieram as recusas, apesar da minha insistência.
Aí vieram os nãos.
Aí veio o questionamento se eu deveria realmente desistir, e com ele o "deixa a vida" e o "deixa pra lá".
Eu tenho uma doideira dentro de mim que me faz persistir nas coisas até aonde a razão me mandar.
Mas acho que esse momento chegou. Será?
O bom da dúvida virar certeza é que abre o espaço pra que possa surgir a felicidade, seja ela aqui e agora no tornar real, ou uma felicidade novinha no que ainda está porvir.
Mas alguém tem alguma certeza de alguma coisa? Bom, eu acho que tenho. Certeza do hoje.
Sei o que sinto hoje, e sei como penso hoje. Sei o que quero hoje.
E sei que amanhã as coisas já podem mudar e não serem mais as mesmas.
Por isso é importante não perder o momento, aproveitar as faíscas e os instantes.
Mas tenho ainda outra certeza: a de tentar fazer tudo o que eu posso pra ir atrás do que eu quero.
E só isso já me deixa em paz.
E como um Rolling Stones, eu digo "you can't always get what you want, but if you try sometimes you just might find you get what you need"...
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Do dito pelo não dito - o não
Não.
Eu não vou sair com você só porque você está insistindo e insistindo e insistindo e mandando mensagem e convidando, e reconvidando... Não que eu não gosto que insistam, muito pelo contrário.
Gosto muito de pessoas que demonstram interesse quando estão realmente interessadas.
Gosto de demonstrações de afeto. Gosto sim de quem insiste, de quem luta, de quem corre atrás do que quer..
Mas eu sou muito sincera em relação ao que eu sinto.
Eu sei que você mora aqui na esquina, que minhas amigas te acham lindo e que as coisas seriam muito mais fáceis se eu simplesmente resolvesse ceder e pronto. Já que "suas intenções não são as que eu estou pensando", estaríamos aí namorando e aos fins de semana passeando pela praça de mão dadas.
Ó, que bucólico.
Acontece que "eu não mando no querer", e sem estar querendo, nada feito. Eu sou assim.
Eu preciso estar sentindo alguma coisa, qualquer coisa, senão não dá.
E com você simplesmente não rolou nada.
E te falo que tentei. Acho a coisa mais estranha do mundo tentar gostar de alguém, porque pra mim a coisa normalmente é assim ou gosta ou não gosta, mas até tentar eu juro que tentei quando saíamos.
Mas eu não senti aquela saudade logo ao se despedir. Não senti aquela vontade de saber notícias durante a semana. Não senti aquela vontade de ver de novo e de novo. Não senti aquele calor subindo, nem aquela vontade de não desgrudar da pele do outro. Não aconteceram grandes arrepios e nem os suspiros ao pensar neles.
Não senti, simplesmente.
Te peço desculpas por isso tudo, mas não mando no que sinto.
Aliás, acho que quem descobrir como mandar nos sentimentos, vira o rei do mundo.
E uma dúvida, se você está "percebendo que estou um pouco melancólica", e sabe que não é por você, como consegue ainda assim insistir, me explica?
Se até você percebe que meus pensamentos e com eles meu coração no momento estão na mão de uma outra pessoa que é tipo o seu oposto: Mora em outra cidade, não lembra que eu existo, aliás pra completar até me mandou desistir dele (bom, pra mim foi quase assim). Mas isso já foi assunto de outro texto, e outra história. Quem leu, leu. Quem não leu, azar.
E de tudo fica aquela velha e boa frase da Marilyn Monroe: "Não me falta homem. O que está me faltando é amor."
Assino embaixo, Marilyn.
Eu não curto essa de ficar por ficar, pra não ficar sozinha.
Eu preciso de sentimento ou no mínimo de sensação.
E tenho dito.
Eu não vou sair com você só porque você está insistindo e insistindo e insistindo e mandando mensagem e convidando, e reconvidando... Não que eu não gosto que insistam, muito pelo contrário.
Gosto muito de pessoas que demonstram interesse quando estão realmente interessadas.
Gosto de demonstrações de afeto. Gosto sim de quem insiste, de quem luta, de quem corre atrás do que quer..
Mas eu sou muito sincera em relação ao que eu sinto.
Eu sei que você mora aqui na esquina, que minhas amigas te acham lindo e que as coisas seriam muito mais fáceis se eu simplesmente resolvesse ceder e pronto. Já que "suas intenções não são as que eu estou pensando", estaríamos aí namorando e aos fins de semana passeando pela praça de mão dadas.
Ó, que bucólico.
Acontece que "eu não mando no querer", e sem estar querendo, nada feito. Eu sou assim.
Eu preciso estar sentindo alguma coisa, qualquer coisa, senão não dá.
E com você simplesmente não rolou nada.
E te falo que tentei. Acho a coisa mais estranha do mundo tentar gostar de alguém, porque pra mim a coisa normalmente é assim ou gosta ou não gosta, mas até tentar eu juro que tentei quando saíamos.
Mas eu não senti aquela saudade logo ao se despedir. Não senti aquela vontade de saber notícias durante a semana. Não senti aquela vontade de ver de novo e de novo. Não senti aquele calor subindo, nem aquela vontade de não desgrudar da pele do outro. Não aconteceram grandes arrepios e nem os suspiros ao pensar neles.
Não senti, simplesmente.
Te peço desculpas por isso tudo, mas não mando no que sinto.
Aliás, acho que quem descobrir como mandar nos sentimentos, vira o rei do mundo.
E uma dúvida, se você está "percebendo que estou um pouco melancólica", e sabe que não é por você, como consegue ainda assim insistir, me explica?
Se até você percebe que meus pensamentos e com eles meu coração no momento estão na mão de uma outra pessoa que é tipo o seu oposto: Mora em outra cidade, não lembra que eu existo, aliás pra completar até me mandou desistir dele (bom, pra mim foi quase assim). Mas isso já foi assunto de outro texto, e outra história. Quem leu, leu. Quem não leu, azar.
E de tudo fica aquela velha e boa frase da Marilyn Monroe: "Não me falta homem. O que está me faltando é amor."
Assino embaixo, Marilyn.
Eu não curto essa de ficar por ficar, pra não ficar sozinha.
Eu preciso de sentimento ou no mínimo de sensação.
E tenho dito.
Do dito pelo não dito - o ontem
2006.
Você.
De você eu só tenho lembranças boas, tanto dos momentos reais quanto dos tempos em que éramos companheiros diários nas intermináveis e imprescindíveis horas de conversas internéticas, nos fazendo estar mais próximos que nunca. E me fazendo ter a certeza que o melhor lugar do mundo era aqui do lado de trás dessa máquina.
Nas pequenas coisas. Nos atos mais simples do dia, como um escovar de dentes ou um buenas antes de dormir. No comentar das bobagens do dia-a-dia. Nos desenhos mais lindos que alguém já conseguiu fazer. Nos símbolos-códigos que só nós conseguíamos entender. (Bom, você ainda usa essas "metáforas", e eu mesmo sem querer entendo de quase um tudo, apesar de ficar quietinha e me fazer de desentendida.. só lamento. rss..) Na criatividade. Na sensibilidade. Na meiguísse disfarçada com um suposta capa de azedume.
Sinto muito mais falta do que você pode imaginar. Será que só eu sinto falta disTo e de tudo mais?
Você talvez não saiba das coisas assim tão explicítas mas foi a pessoa que me fez me sentir mais compreendida nesse mundo. Mesmo talvez sendo só uma sensação minha, sentir aquilo era muito bom.
E me faz ter saudades muito boas daquela época.
2012.
Hoje.
Tudo tão diferente. O que aconteceu, foi só a distância? Aonde nos perdemos?
Mudamos tanto assim a ponto de não conseguir estar tão próximos mais? Ou o problema é justamente a proximidade, que traz a necessidade de uma proximidade ainda maior que é como um querer estar dentro do outro e isso te incomoda tanto a ponto de preferir fugir à encarar a realidade?
Não só te incomoda como ruiria toda a sua realidade atual de sentir mais-ou-menos e que inacreditavelmente te satisfaz.
O que me incomoda é o fato de a gente não ter tido a história que merecia. Não que a gente não tenha tido, porque se virou memória é porque teve. Mas não do jeito que poderia ter sido. Na verdade, o que não me conformou foi o interromper das coisas como eram.
O que me incomoda é o fato de ver que o medo e a insegurança, meus e seus, terem dominado tudo e acabarem tão maiores do que a cumplicidade e a certeza.
E de tudo fica o "e se...", o afastamento e a falta.
Eu concluí que assusto as pessoas. Eu ainda tô tentando descobrir ao certo porquê.
Talvez seja porque não é qualquer um que é capaz de lidar com o que é sincero, com o que é inteiro, com o que é pra valer, com o que te faz sentir que está vivo. Como eu faço, como eu sou e como eu quero.
Mas mesmo quando as coisas ainda não eram claras assim, eu ainda assustava. e aí?
Incógnita eterna.
.
Você.
De você eu só tenho lembranças boas, tanto dos momentos reais quanto dos tempos em que éramos companheiros diários nas intermináveis e imprescindíveis horas de conversas internéticas, nos fazendo estar mais próximos que nunca. E me fazendo ter a certeza que o melhor lugar do mundo era aqui do lado de trás dessa máquina.
Nas pequenas coisas. Nos atos mais simples do dia, como um escovar de dentes ou um buenas antes de dormir. No comentar das bobagens do dia-a-dia. Nos desenhos mais lindos que alguém já conseguiu fazer. Nos símbolos-códigos que só nós conseguíamos entender. (Bom, você ainda usa essas "metáforas", e eu mesmo sem querer entendo de quase um tudo, apesar de ficar quietinha e me fazer de desentendida.. só lamento. rss..) Na criatividade. Na sensibilidade. Na meiguísse disfarçada com um suposta capa de azedume.
Sinto muito mais falta do que você pode imaginar. Será que só eu sinto falta disTo e de tudo mais?
Você talvez não saiba das coisas assim tão explicítas mas foi a pessoa que me fez me sentir mais compreendida nesse mundo. Mesmo talvez sendo só uma sensação minha, sentir aquilo era muito bom.
E me faz ter saudades muito boas daquela época.
2012.
Hoje.
Tudo tão diferente. O que aconteceu, foi só a distância? Aonde nos perdemos?
Mudamos tanto assim a ponto de não conseguir estar tão próximos mais? Ou o problema é justamente a proximidade, que traz a necessidade de uma proximidade ainda maior que é como um querer estar dentro do outro e isso te incomoda tanto a ponto de preferir fugir à encarar a realidade?
Não só te incomoda como ruiria toda a sua realidade atual de sentir mais-ou-menos e que inacreditavelmente te satisfaz.
O que me incomoda é o fato de a gente não ter tido a história que merecia. Não que a gente não tenha tido, porque se virou memória é porque teve. Mas não do jeito que poderia ter sido. Na verdade, o que não me conformou foi o interromper das coisas como eram.
O que me incomoda é o fato de ver que o medo e a insegurança, meus e seus, terem dominado tudo e acabarem tão maiores do que a cumplicidade e a certeza.
E de tudo fica o "e se...", o afastamento e a falta.
Eu concluí que assusto as pessoas. Eu ainda tô tentando descobrir ao certo porquê.
Talvez seja porque não é qualquer um que é capaz de lidar com o que é sincero, com o que é inteiro, com o que é pra valer, com o que te faz sentir que está vivo. Como eu faço, como eu sou e como eu quero.
Mas mesmo quando as coisas ainda não eram claras assim, eu ainda assustava. e aí?
Incógnita eterna.
.
"E que não importa o tamanho da distância, nunca esqueça que o simples fato de existir mudou pra sempre a minha vida e que o mundo me pareceu muito mais bacana depois que descobri que você existia."
[Ana Jácomo]
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