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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Preciso parar.


[Caio Fernando de Abreu - Morangos Mofados pag. 66]

sábado, 13 de março de 2010

Sobre o eu...

"Ela tinha sonhos.
Agora, já não sabe mais se é capaz de acreditar.
Tenta não se envolver.
Será que é possível?
Saudades...
Se houver outra vida,
que eu seja menos sonhadora, menos idealizadora
Enfim, que eu não seja eu."

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Do sonho

Hoje eu tive um sonho.
Vocês irão pensar, e daí, eu tb. Mas é que esse não é um fato costumeiro na minha vida. E eu acredito que eles podem trazer muitas possibilidades de interpretações e múltiplos significados. Estava eu no teatro, semelhante ao qe eu já pisei antes, para realmente interpretar. Juntando minhas coisas pra ir embora, como se tivesse acabado de fazer o que estava ali para. Fui. Pra casa da minha vó, com todas as pessoas da peça, que eram estranhas pra mim. Mas a casa estava cheia de gente. Inclusive uma menina, fisicamente extremamente oposta à real, meio loira até. Com um[o] menino indisponível. Daí ela entra no andar de baixo com outras pessoas estranhas e sai de foco. O indisponível me puxa para o andar de cima, grade de dentro, e a gente se pega. Tesão total. [muitos detalhes pra mim. sem detalhes pra vocês, queridos.] Mas a nóia da indisponibilidade me persegue. Começo a chorar, saio, vou pra dentro. Tento descer as escadas. Ele vem atrás. Ela vem subindo. Saio correndo, chorando e me sentindo a pior de todas as criaturas.
Tudo isso ao som de "Everything in its right place", Radiohead...
E em cores fracas, desbotadas, como de um filme antigo em que já se perderam as cores.

Acordei agora a pouco com uma sensação de angústia e uma vontade de entender o que o meu inconsciente tentou me dizer. Com a cabeça girando, com uma forte impressão de tudo que acabou de acontecer, espiritualmente ou subconscientemente, de acordo com as crenças de cada um.

Mas disso ficou forte pra mim a questão da (in)disponibilidade. A imensa vontade de sair disso tudo e me sentir presa, sem saber porque nem como. Ainda a imensa vontade de liberdade, de não ter nenhum tipo de idéias repressoras, mas a certeza de que essas idéias não só fazem parte de mim, como eu desmoronaria sem elas.
Sim, tenho a certeza de que existem princípios que seguram a casa toda. Sem os quais tudo desmorona.

E o teatro? Talvez estejamos todos representando nesse palco que é a vida... Talvez seja tudo uma ilusao.

Sonhos incrivelmente mexem comigo.
Como se fossem avisos distantes de perigo, de alerta.
E não deixam de ser.