Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de agosto de 2012

Do mover

"porque você não pode voltar atrás no que vê.
você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim de sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável.
mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido:
as coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio já não será o mesmo."

[caio fernando abreu]

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Do viver

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.
O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! A vida inventa!
A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí perde o poder de continuação porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada.
O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando.
Afinam ou desafinam.
Verdade maior. Viver é muito perigoso; e não é não.
Nem sei explicar estas coisas.
Um sentir é o do sentente, mas outro é do sentidor."

[Guimaraes Rosa]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Da contradição

"...ardo na minha contradição, desabrocho na minha dúvida, faço da vida um presságio e da verdade um pressentimento."

[Lya Luft]

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Do Algo

"Um embrião cansado invade a escuridão da caverna procurando uma saída. Escuto o eco rebatido nas paredes da carne refletindo no olho o desespero da solidão. A preguiça é o sono dos mortos. Minha euforia necessita de calma, e minha calma, de euforia. Que se foda o resto do resto da sobra do que resta. O restante é o que eu quero. O amor do instante é o instante em que estamos perto da batida perfeita. Os olhos são o início do real. Meu cigarro tem um tempo de vida. Minha vida necessita de um cigarro. O que fazer? O que comer? Será que minha mãe tá certa? Definitivamente, não. Preciso de um coração que bata descompassado, sem ritmo e sem melodia. Não quero a batida perfeita. Quero o descompasso. Me dê uma pista, uma lágrima… Mas me dê algo."

[cão sem dono - filme]

sábado, 22 de novembro de 2008

Eu, Amelie

"Sabe a garota do copo de água?
- Sei.
- Se parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?"

[O Fabuloso destino de Amelie Poulan]

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

: - )

Hoje entrou na minha vida Dona Helena, uma senhorinha de 94 anos com a seguinte mensagem: "a vida é muito boa, eu não quero morrer!"

e hoje é isso aí que eu queria dizer, ô vida boa...

[não, ainda não aniversariei mas acho que a nuvenzinha preta em cima de mim já passou]

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Do amarelo

"De repente eu me vi e vi o mundo. E entendi: o mundo é sempre dos outros. Nunca meu. Sou o pária dos ricos. Os pobres de alma nada armazenam. A ver­tigem que se tem quando num súbito relâmpago-trovoada se vê o clarão do não entender. Eu não en­tendo! Por medo da loucura, renunciei à verdade. Minhas idéias são inventadas. Eu não me responsabi­lizo por elas. O mais engraçado é que nunca aprendi a viver. Eu não sei nada. Só sei ir vivendo. Como o meu cachorro. Eu tenho medo do ótimo e do superlativo. Quando começa a ficar muito bom eu ou descon­fio ou dou um passo para trás. Se eu desse um passo para a frente eu seria enfocada pelo amarelado de es­plendor que quase cega."

[Clarice Lispector - Um Sopro de Vida]

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Do selvagem coração da vida

"Ela estava só. Estava abandonada, feliz, perto do selvagem coração da vida."


James Joyce, epígrafe do livro de Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Da vida III

"Devemos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos para termos a vida que espera por nós."

[Joseph Campbell]

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Da vida II

"A questão da vida que vale a pena viver não é, como costumamos supor, uma questão tão grande e abstrata que só pode ser levantada de maneira apropriada em uma aula de filosofia ou em uma sessão de psicoterapia. Não é uma questão avassaladora de considerar de uma só vez minha vida inteira; é, mais que isso, uma questão de entabular a pergunta muito mais simples e urgente de o que vou fazer agora, nos próximos trinta, sessenta ou noventa minutos de minha vida, pelo resto do dia, então amanhã e no dia seguinte. Qual é, agora, a ação que faria de minha vida uma vida com a qual eu pudesse ficar racionalmente satisfeito? Como devo levar essa vida não é uma questão que pode ser novamente adiada - pois a vida tem a característica insistente de não poder se adiada."

[Mark Kingwell, Aprendendo Felicidade]

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Da vida I

A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
A disciplina precede a espontaneidade.
Ponto.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Todo amor que houver nessa vida

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia


E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

[Cazuza]