sexta-feira, 19 de novembro de 2010

sobre você...

"Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim"

Herbert Vianna

Porque certas pessoas simplesmente devem ficar aonde estão...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Paperback writer

O que não é escrito desaparece.
Ou nem mesmo isso: o que não é escrito não existe.

Michel Schneider, “Mortes Imaginárias”
"Ocorreu uma mudança durante essas últimas semanas. Mas onde? É uma mudança abstrata que não se fixa em nada. Fui eu que mudei? Se não fui eu, então foi esse quarto, essa cidade, essa natureza; é preciso decidir."

Sartre, in A Náusea

sábado, 23 de outubro de 2010

Das provas...

"Para todas as grandes coisas
exigem-se lutas penosas
e um preço muito alto.
A única derrota da vida
é a fuga diante das dificuldades."

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Da prova

"As coisas não caem do céu. É preciso ir buscá-las. Voar alto. Mergulhar fundo. Muitas vezes será preciso voltar ao ponto de partida e recomeçar tudo outra vez. As coisas não caem do céu. Mas quando, após haverem empenhado cérebro, nervos, coração, chegarem ao resultado buscado, saboreiem a vitória merecida gota a gota, sem se esquecer, no entanto, que ninguém é bom demais, que ninguém é bom sozinho e que no fundo no fundo, por paradoxal que pareça, as coisas caem mesmo é do céu. E é preciso agradecer”.

sábado, 9 de outubro de 2010

all.
alone.
in the dark.

but there's still a spark.
i do believe.
yes i do.

domingo, 26 de setembro de 2010

Tudo passa...

Tudo passa – sofrimento, dor, sangue, fome, peste.

A espada também passará, mas as estrelas ainda permanecerão quando as sombras de nossa presença e de nossos feitos se tiverem desvanecido da Terra.

Não há homem que não saiba disso. Por que então não voltamos nossos olhos para as estrelas? Por quê?

Mikhail Bulgakov, The White Guard (O exército branco)

Do fim

Tu tens um medo:
Acabar.

Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.

Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.

Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

[Cecília Meireles]

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mais que a mim

[Ana Carolina e Chiara Civelo]

Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão

Eu chorei sem disfarçar
Quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.

Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.

Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão

Eu chorei sem disfarçar
quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.

Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.

É, mais que a mim.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Da compreensão

"A compreensão correta de uma coisa e a má compreensão dessa mesma coisa não se excluem completamente."

[Kafka]

terça-feira, 29 de junho de 2010

Carta a um você que eu não conheci

Querido,

Ainda lembro do primeiro dia em que não nos conhecemos. Você nunca estava, como sempre, representando seu papel de supremo dono do conhecimento que não dá a mínima para o próprio, quando na verdade, nós dois (ou pelo menos eu acho que) sabemos que é uma das coisas que você mais faz e bem nessa vida cheia de choro.

Não falei, não falaste, e diante da ausência da minha reclamação, não me olhaste, e nós dois então não pudemos perceber que nada havia por acontecer. Nada se construia naquele segundo singular em que não nos conhecemos.

Depois não nos encontramos mais. Uma vez mais ainda nem me vistes. Não chegastes a saber das idas sem voltas que cercavam a minha vida naquele momento, talvez por isso mesmo, nem me olhastes. Não falei, não falastes, nenhum sentimento foi construíndo-se em feto naquele momento, mais uma vez "segundo-singular".

Todos os momentos "segundo-singulares" que não chegaram a se seguir, ainda agora não os tenho em minha memória. Em nenhum dia me disseste "Atenciosa" e eu, nunca saberia que não mais o ouviria...

Nunca soubemos das coisas que não faríamos. E muitas, NUNCA fizemos...

Mas em nenhum dia nos encontraremos, não nesta vida, não na outra, mas as lembranças que não ficaram na memória, não precisam ser esquecidas. Quem sabe nunca as veremos repetidas?

Saudosas lembranças.

[Samantha Ipsum]

domingo, 27 de junho de 2010

Do adeus do hoje

"depois que um corpo comporta outro corpo
nenhum coração suporta o pouco."

[Alice Ruiz]


Depois que se conhecesse alguém especial, é difícil se contentar com os iguais.
Há alguns anos, mais ou menos uns 4, eu não me sentia tão encantada por alguém como me pego hoje.
Magro. Moreno. Alto. Bonito. E sensual. (E com o nariz grande pontudo que adoooooro.)
Inteligente. Sensível. Altruísta. Educado. Gente boa. Humilde. Companheiro. Paciente. Engraçado. Corredor. Dançarino. Tocador de violão.
Bom filho. Bom irmão. Bom amigo.

Que mais eu queria da vida?

Solteiro.

: )

Hoje nos despedimos com a promessa de que não seria a última vez que iríamos nos ver. Assim espero... E mesmo que isso não ocorra de fato nessa vida, só tenho a desejar tudo de muito bom a uma pessoa tão doce e encantadora.

sábado, 26 de junho de 2010

Das pessoas

Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós.
Umas pq nos dedicaram um carinho enorme, outras pq foram o objeto do nosso amor, ainda outras por terem nos magoado profundamente, e há algumas que deixam marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa...

domingo, 20 de junho de 2010

Saramago

"Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida."

.

"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."

[José Saramago]

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Desconcertando-me

Cadê minha certeza?
Cadê minha atitude?
Ai, baiano...
O que será?

domingo, 4 de abril de 2010

Confesso

Confesso, acordei achando tudo indiferente
Verdade, acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas
Mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego,
Eu não te deixo em paz

Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade
Mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo
Ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade
Mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo
Ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais

[Ana Carolina]

quarta-feira, 24 de março de 2010

D10 da ausência

Sinto sua falta.
Talvez não a sua especificamente, mas do papel que só foi ocupado por vc em minha vida.

Ainda lembro vc em cada instante.
Apesar de tudo.
Ainda tudo.

Ainda sinto.
No décimo dia da provação de Greg.
Ainda faltam cinquenta.

Resistirei à ausência?
Possivelmente.
Final-mente.

sábado, 20 de março de 2010

é pau, é pedra, é o fim do caminho.

domingo, 14 de março de 2010

Baranguísse completa é meu nome

Há uma nuvem de lágrimas
Sobre meus olhos
Dizendo prá mim
Que você foi embora
E que não demora
Meu pranto rolar...

Eu tenho feito de tudo
Prá me convencer
E provar que a vida
É melhor sem você
Mas meu coração
Não se deixa enganar...

Vivo inventando paixões
Prá fugir da saudade
Mas depois da cama
A realidade
Essa tua ausência
Doendo demais...

Dá um vazio no peito
Uma coisa ruim
O meu corpo querendo
Seu corpo em mim
Vou sobrevivendo
Num mundo sem paz...

Aaaaaaaaah!
Jeito triste de ter você
Longe dos olhos
E dentro do meu coração
Me ensina a te esquecer
Ou venha logo
E me tire desta solidão...

sábado, 13 de março de 2010

Mentiras

Nada ficou no lugar
Eu quero quebrar essas xícaras
Eu vou enganar o diabo
Eu quero acordar sua família...

Eu vou escrever no seu muro
E violentar o seu gosto
Eu quero roubar no seu jogo
Eu já arranhei os seus discos...

Que é pra ver se você volta,
Que é pra ver se você vem,
Que é pra ver se você olha,
Pra mim...

Nada ficou no lugar
Eu quero entregar suas mentiras
Eu vou invadir sua aula
Queria falar sua língua...

Eu vou publicar os seus segredos
Eu vou mergulhar sua guia
Eu vou derramar nos seus planos
O resto da minha alegria...

Que é pra ver se você volta,
Que é pra ver se você vem,
Que é pra ver se você olha,
Pra mim...(2x)

[Adriana Calcanhoto]

Sobre o eu...

"Ela tinha sonhos.
Agora, já não sabe mais se é capaz de acreditar.
Tenta não se envolver.
Será que é possível?
Saudades...
Se houver outra vida,
que eu seja menos sonhadora, menos idealizadora
Enfim, que eu não seja eu."

terça-feira, 9 de março de 2010

Estupor

esse súbito não ter
esse estúpido querer
que me leva a duvidar
quando eu devia crer

esse sentir-se cair
quando não existe lugar
aonde se possa ir

esse pegar ou largar
essa poesia vulgar
que não me deixa mentir

[leminski]

segunda-feira, 8 de março de 2010

Por não estarem distraídos - Clarice Lispector

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque -- a sede é de graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles adimiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e durs, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

domingo, 7 de março de 2010

Ninguém ignora tudo.
Ninguém sabe tudo.
Por isso aprendemos sempre.

Paulo Freire

Da doença

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.

Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.

Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.

[chico buarque - todo o sentimento]

quinta-feira, 4 de março de 2010

"Enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida."

[Machado de Assis]

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Nada a ver com o clima pós carnaval, mas não deu pra postar antes

"Aparentemente de vez em quando os adultos têm tempo de sentar e contemplar o desastre que é a vida deles. Então se lamentam sem compreender e, como moscas que sempre batem na mesma vidraça, se agitam, sofrem, definham, se deprimem e se interrogam sobre a engrenagem que os levou até ali onde não queriam ir. Os mais inteligentes até transformam isso numa religião:ah, a desprezível vacuidade da existência burguesa! (...) 'Que fim levaram nossos sonhos de juventude?', perguntam com ar desiludido e satisfeito. 'Desfizeram-se, e a vida é uma bandida'. Detesto essa falsa lucidez da maturidade. O fato é que são como os outros, são crianças que não entendem o que lhes aconteceu e bancam os durões quando na verdade têm vontade de chorar.
No entanto, é simples entender. O problema é que os filhos acreditam nos discursos dos adultos e, ao se tornar adultos, vingam-se enganando os próprios filhos. 'A vida tem um sentido que os adultos conhecem' é a mentira universal em que todo mundo é obrigado a acreditar. Quando, na idade adulta, compreende-se que é mentira, é tarde de mais. O mistério permanece intacto, mas toda a energia disponível foi gasta há muito tempo em atividades estúpidas. Só resta anestesiar-se, do jeito que der, tentando ocultar o fato de que não se encontra nenhum sentido na própria vida e enganando os próprios filhos para tentar melhor se convencer.
(...)
A pessoas crêem perseguir estrelas e acabam como peixes-vermelhos num aquário. Fico pensando se não seria mais simples ensinar desde o início às crianças que a vida é absurda. Isso privaria a infância de alguns bons momentos, mas faria o adulto ganahar um tempo considerável - sem falar que, pelo menos, seríamos poupados de um traumatismo, o do aquário."

A elegância do ouriço, trecho do pensamento profundo nº1 de Paloma

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Depois do Carnaval...

Quando eu te pegar você vai ver, você vai ver
Ai de ti, ai de ti.
Vai se amarrar só querer saber de mim
Você vai se dar bem e eu também
Você vai se dar bem e eu também

Comigo é na base do beijo
Comigo é na base do amor
Comigo não tem disse me disse
Não tem chove não molha desse jeito que sou

Quando amo é pra valer
Quando amo é pra valer
Dou carinho me entrego
Faço o amor acontecer
Quando amo é pra valer
Quando amo é pra valer
Dou carinho me entrego
Faço o amor acontecer

Vamos namorar
Beijar na boca

[Ivete Sangalo]

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A dor, sobretudo,
parecia prazer.

Parecer era tudo
que as coisas sabiam fazer.


leminski

sábado, 13 de fevereiro de 2010

You Oughta Know

I want you to know
That I'm happy for you
I wish nothing but
The best for you both

An older version of me
Is she perverted like me?
Would she go down on you in a theater?
Does she speak eloquently?
And would she have your baby?
I'm sure she'd make a really excellent mother

'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died? 'Til you died?
But you're still alive

And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

You seem very well
Things look peaceful
I'm not quite as well
I thought you should know

Did you forget about me, Mr. Duplicity?
I hate to bug you in the middle of dinner
But it was a slap in the face
How quickly I was replaced
And are you thinking of me when you fuck her?

'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died? 'Til you died?
But you're still alive

And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

'Cause the joke that you laid in the bed
That was me, and I'm not going to fade as soon
As you close your eyes, and you know it
And everytime I scratch my nail
Down someone else's back, I hope you feel it
Well, can you feel it?

Well, I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

[Alanis Morrisette]