quinta-feira, 23 de junho de 2016

Prostituta é dispensada e diz que ela que resolveu parar.

Ahan..

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Feliz dia dos namorados 2

"De novo a mesma coisa: celulares, viagens maravilhosas, oportunidades imperdíveis, argumentos incontornáveis para você dizer para o seu bem, sim, eu te amo, no tal dia dos namorados. Nas últimas semanas, a mídia e praticamente tudo o que nos cerca fizeram com que nos sentíssemos quase que obrigados, primeiro a ter alguém para chamar de seu, e, segundo, a dar um presente inesquecível para este bem. 
Como reles mortal, obviamente fui atingido pela eficiência dos nosso publicitários, e fiquei querendo muito, sobretudo na última semana, ter sim alguém pra chamar, no caso, de minha. Mas não para presentear com celulares, perfumes, viagens ou com um carro zero. Queria mais era dar para o meu bem um pouco da cor dos crepúsculos desses dias frios, o contorno do morro Dois Irmãos que vi ainda há pouco no horizonte de Ipanema, o olhar incrivelmente saudável daquela menina doente que encontrei no metrô outro dia, a capacidade de manter o desfrute do prazer sempre no plano do consciente para que haja o engrandecimento da alma, a percepção de que a mentira às vezes ocorre de forma tão espontânea quanto a transpiração (Machado), a capacidade de perceber que o sorriso do cachorro está no rabo (Jards Macalé); uma, só uma bolinha da água Pellegrino, um pastel de feira de palmito, uma, só uma, taça de champanhe rosê, um livro para ser lido com prazer até o fim, um banho de infusão com sal grosso ou ervas finas. 
Gostaria, quem sabe, de dar um pouco de certeza, mas não tenho nenhuma disponível no momento. Talvez uma resposta, mas nem sequer sei a pergunta! 
Um pouco de luz, mas perdi os fósforos... 
Uma palavra amiga, mas minha garganta está meio seca e muda. 
Carinho, sim, daria, ou pelo menos tentaria dar, para quem soubesse ou se dispusesse a receber o meu. Será que há? Quem sabe, pensei, poderia fazer um discurso retumbante, recitar versos emocionantes ou transpor muros e montanhas para fixar, lá no alto, a bandeira das minhas sensibilidades e das carências? 

Desisti, porque me lembrei de que, quando você tem realmente alguém para chamar de seu, quando conquista esse direito, quando é premiado com essa dádiva, não há necessidade nenhuma de comprová-lo, afirmar ou reafirmar. 
 Mesmo que a vontade seja a de mudar como um Deus o curso da história por causa do seu bem (G.Gil), nada há a explicar, solicitar, expor, mencionar, muito menos a exigir, cobrar, requisitar. 
Não. Quando você realmente tem alguém para chamar de seu, basta dizer "meu bem" que fica tudo bem."

[Luiz Caversan]

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Feliz dia dos namorados

"Com a sombra do dia 12 se aproximando e uma análise de vivências minhas e de outras mulheres eu preciso escrever.
Além de sempre ter estado no papel de alguém que dispensa cuidados, alguém que sempre aguenta tudo, alguém "que não se atinge", que é forte, eu me encontro numa fase muito particular de militância, pondo sempre em xeque os privilégios que um homem tem naturalmente e, à cima de tudo, dentro de um relacionamento heteronormativo. É de se esperar portanto, que esse combo (vivência + militância) me protegesse de relacionamentos destrutivos, depreciativos, viciosos. Eu, que tantas vezes disse pra amigas "você nao precisa disso", já devia saber reconhecer o "isso" e me blindar, me esquivar, me preservar. Mas nós não levamos em conta nessa álgebra social o elemento crucial no desenvolvimento da equação: eu sou gente. Nós, mulheres, somos gente. E a gente é passível de tomar um nocaute desse "isso", apesar de negar isso. É o que torna as coisas ainda mais difíceis. Talvez aquela sua amiga "boazinha demais" que você ficava puxando a orelha por gostar /sofrer/ perdoar/(...) demais, passe por isso mais saudavelmente que você, oh caminhoneira inabalável stone heart.
Quando a gente se percebe humana e vive todas as fases d"isso", a gente sempre lida com uma negação fudida do que sente, seja bom ou ruim. E isso cansa pra cacete!!!!

Dia dos namorados ta chegando, minhas amigas, e eu posso garantir que tem muuuita gente que tá dentro, querendo sair e que ta fora, querendo entrar. Os dois lugares são incômodos. Sempre falta alguma coisa. Os homens nao nasceram pra dar, eles não aprenderam a dar. Os homens aprenderam a receber, desde cedo. Eles gostam de receber.
Eu não conheço um homem, que nesse contexto, saiba o significado de sacrifício. Nós, entretanto, somos criadas pra estar sempre prontas para, à qualquer sinal de demanda de um homem, dar tudo que temos e não temos.
Só que no final do dia isso dói.
No final das contas uma hora isso pesa e muito! A gente se culpa, se sente insuficiente, sente ciúmes.
Nós não devemos mendigar amor, gente, isso não faz o menor sentido. Amor é sublime. E não estou falando só de amor romântico. Por exemplo, olha o seu relacionamento com sua melhor amiga.
É mútuo. É cúmplice. É saudável. Você se importa com ela, ela se importa contigo. Premissa básica, oras! Por isso ela foi elevada ao status de *melhor* amiga. Se não, naturalmente a vida traz outra pessoa pra preencher esse lugar.
E como, por que diabos, a gente aceita menos que isso das nossas relações e parceiros?
Uma pessoa que entre tantas a gente escolhe pra direcionar atenção, afeto, tempo, corpo e espírito.
Devoção.
É isso que nos ensinam a ser, desde cedo. Devotas. Mas, obviamente, é claro que a gente quer um feed.
A gente também quer atenção, afeto, tempo, corpo, espírito e devoção!
Entretanto mais uma vez a gente aprendeu a aceitar o pouco que vem, quando/se vem. Às mulheres nao foi permitido o direito de querer mais.
E mesmo que a gente não tenha nada de volta, lá estamos nós. Prontas para suprir. Prontas pra viver o papel que nos foi designado. Prontas pra aceitar que não tem nada em troca.
Não tem troca.
Prontas para, mais uma vez, dar tudo que temos e o que nao temos.
Mas a gente quer mais. Muito mais.

Feliz dia dos namorados."

[Lohanye Garcia]

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Eu amei.
Amei demais.
O que eu sofri por causa de amor, ninguem sofreu.
Eu chorei, perdi a paz.
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais, mais do que eu.

sábado, 4 de junho de 2016

Baby, e aí? Não cansou da putaria ainda não?

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Quero que você seja feliz.

Eu vou conseguir também. Depois.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Bye bitch

#ultimanoite

Não preciso nem falar de quem

Ai que dó.
Ai que dó.

Não me inveje. Tente se superar e ter algum amor proprio e se dar valor.
Bjos.

Della fiducia

La fiducia è una cosa troppo labile e va conquistata giorno a giorno.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Da pena

Se contente em ter um pedaço do que nunca foi seu...
Vá vender seu corpo pra outro, vai.
Tchau biscoitinho.

Quem não tem capacidade pra conquistar alguem que te ame, tem que tentar roubar alguem que ama outra.
Tenho muita dó.
Muita...

É carencia demais ser usada, saber e permitir.
Fruto de uma infância nessa família desestruturada né...
Vou ate parar de falar, de tanta dó, sério.

Namastê.

domingo, 15 de maio de 2016

De tudo fica um pouco


De tudo ficou um pouco. 
Do teu medo. 
Do meu asco. 
Dos gritos gagos. 
Da rosa
ficou um pouco

Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).

Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.

Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
- vazio - de cigarros, ficou um pouco.

Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? 

no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?

Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.

De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.

E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. 

Às vezes um rato.

[Carlos Drummond de Andrade]

sexta-feira, 13 de maio de 2016


"Porque eu também sinto medo, e haverá a morte um dia. A vida é apenas uma ponte entre dois nadas e tenho pressa."

[Caio Fernando Abreu]

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Tempo, tempo, tempo, tempoooo...

Há exatos 2 anos entreguei meu corpo (junto com meu desejo, meus sonhos, meus sentimentos à você.
E de você nunca mais voltei.

E desde então, "sou porque tu ès".

E é a razão do meu choro de hoje.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Do tácito

''Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?


Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?


Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.


Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.


Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita''. 


[Carlos Drummond de Andrade]

terça-feira, 10 de maio de 2016

Do que eu quero

Ad una donna qualunque possono bastare le belle parole.

A quelle come me serve presenza, costanza e coerenza.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Do tempo-espaço

"Aqui o espaço é tudo, pois o tempo já não anima a memória. A memória – coisa estranha! – não registra a duração concreta, a duração no sentido bergsoniano. Não podemos reviver as durações abolidas. [...] É pelo espaço, é no espaço que encontramos os belos fósseis de duração concretizados por longas permanências. O inconsciente permanece nos locais. [...] Localizar uma lembrança no tempo não passa de uma preocupação de biógrafo e corresponde praticamente apenas a uma espécie de história externa, uma história para uso externo, para ser contada aos outros."

BACHELARD, Gaston. A Poética do Espaço. São Paulo: Martins Fontes, 2008, p. 28-29.


sábado, 7 de maio de 2016

Da Falsyane

Continue tentando.

Quem sabe algum dia você consegue chegar perto do que sou.

Já adianto: nunca será.

Bye Bitch.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Da ausência

"Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida"


[Tom Jobim]

Da confissão

"Dirão, em som, as coisas, que calados, no silêncio dos olhos confessamos?"

 [José Saramago - os poemas possíveis]

quinta-feira, 5 de maio de 2016

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Bye bitch


Do permanente

Sou profunda. Acredito em relações duradouras. Em coisas permanentes.

É difícil ser profunda em um mundo de pessoas rasas.

http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/a-geracao-que-trata-tudo-como-descartavel/

terça-feira, 3 de maio de 2016

Do mar 2

Eu, espancando as inimigas.

https://media.giphy.com/media/26AHCl4RfC6LShdT2/giphy.gif

Do solar

"Só nós dois.
Sós os dois? 
Sol, os dois."

[Caio Fernando de Abreu -  Anotações sobre um amor urbano - modificado]

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Do afeto

Sai come dimostrare affeto?

Simplice. Essendo presente.

domingo, 1 de maio de 2016

Sempre

"...Perché senza cercarti
ti incontro ovunque,
soprattutto quando chiudo gli occhi."

[Julio Cortázar]

Para a prostituta

Minha fã numero 1, 
Mais uma pra vc! 
Bye bitch! 

sábado, 30 de abril de 2016

Do mar

..."O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força -- que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés -- mesmo se fogem -- retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias."


[Lya Luft - canção na plenitude]

Parafrasendo mamãe cuiabá

Há quem tenta roubar meu lugar no coracao do meu homem tipo há uns 2 anos. (E acreditando em Deus ou não, vai pagar por isso, mais cedo ou mais tarde)
Há quem saiba que cada um é único e insubstituível. 

Há quem é descartável e valoriza as relações efêmeras e superficiais. 
Há quem sabe esperar pelo que é seu e valorize o amor recíproco (e não a platonice de uma puta que transa com um cara sabendo que o coração dele tem dona, na ilusão de roubar o lugar dela). 

Há quem aproveite a "irmandade" incestuosa para tentar afastar duas pessoas que se amam. E cria todo tipo de pensamentos envenenados (pra ele) enquanto toca músicas tentando induzir coisas (pra mim) com o único objetivo de nos fazer desistir um do outro e quem sabe assim, conquista-lo. (Tenho muuuuuuuuuuuita dó).
Há quem sempre soube o verdadeiro carater e as reais más intenções de uma vagabunda que tem essas ações. 

Há quem ache que beleza e marketing é tudo. 
Há quem saiba que sem valor e conteúdo, é só uma ilusão passageira. 

Há quem finja estar feliz o tempo todo e energia positiva sempre, pra esconder o que realmente sente. 
Há quem tenha sofrido o suficiente pra saber o valor de demonstrar os seus sentimentos reais, seja uma depressão, um amor, um coração partido ou uma alegria verdadeira. 

Há quem tenha aprendido (seja na vida, ou em casa com mamae cuiabá que ja dá desde os 12 anos) que é apenas sexo que segura homem. (Tsc, tsc, tsc...)
Há quem saiba o valor de um grande amor na vida. 

Há quem ainda é um bebê, engatinhando e começando a vida.
Há quem já tenha muito o que ensinar.
E já que você quer tanto ser como eu, aprenda a se dar o valor e ter caráter. 
Quem sabe um dia alguem te ame, sem voce precisar tentar roubar o homem de outra pessoa.